Arquivo da categoria: Variedades

O planejamento e a cultura de um time

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Marcelo Sadio

Pelo menos um carioca vai estar na série B ano que vem e não será o Vasco. Muitos comentários surgem aqui discutindo a mudança de abrir esse espaço para mulambos, tapeteiros e para nossos maiores fregueses histórico se manifestarem. Mas o fato é que, além da veia democrática que todo vascaíno carrega, penso que eles estão interessados no que acontece aqui. Nesse momento, além do recalque e da canalhice por verem que só conseguem sustentar vantagem sobre nós na base da falta de suas celebradas faltas de caráter, alguém lá vai cair e todos sabem que são candidatos.

Do nosso lado, realmente acredito que a coisa vai entrar no eixo rapidamente. Hoje soubemos da volta de Pedro Ken, Rodrigo e Edmílson aos treinos. Daqui a pouco, os portões de São Januário se abrem, a torcida volta e quando entrarmos no G-4 não sairemos mais. Questão de tempo. Isso não é achar que o time é bom, que o trabalho da diretoria é exemplar, ou mesmo que o Adílson Batista é um gênio. Longe de qualquer uma dessas coisas, mas é um fato. Ainda acredito que, dentro de campo, nossa principal missão esse ano é preparar a casa para voltar bem ano que vem. Por isso ainda me incomoda seguir essa política de contratações de aluguel que só miram até o fim do ano. Mais uma razão para investirmos nos moleques da base. Tá certo que com a falta de grana, o Cristiano Kohler não vai hesitar na hora de sair vendendo a turma, em vez de esperar mais um pouco. Ele mesmo já disse que é necessário vender pelo menos um por ano. Difícil julgar sem estar lá, mas se conseguimos subir quatro ou cinco atletas para o time principal, fica uma esperança de que uns dois ou três sobrevivam mais tempo e sirvam de base para o elenco em 2015. Fato é que se também não conseguirmos ter um aproveitamento mínimo de dois a três anos pelos jogadores da base, fica difícil entender como a diretoria acredita ser possível ter um time em algum momento, já que contratar craques também não está na política deles.

Vou bater muito nessa tecla aqui: é preciso ter uma política clara, de médio-longo prazo, para a construção de time? De financiamento de dívida e planejamento financeiro, a diretoria até fala. Mas de cultura de elenco, nunca vejo e não consigo entender. Pela primeira vez em muito tempo parece que temos uma base subindo com consistência. Não é só um moleque, são vários ao mesmo tempo. Que isso sirva para fazer com que comecem a pensar agora em quem vamos ser no ano que vem.

Finanças: o outro lado da cultura

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Úrsula Nery/FERJ

Vamos ao fim da trilogia que marca minha entrada aqui neste espaço. Tentando cavar linhas entre a raiva do torcedor que sou e uma análise mais ampla sobre o que vem acontecendo – ainda que saiba ser inútil tecê-la.

A pergunta derradeira sobre a final do Carioca 14 é: quem paga a conta do erro? E, acredite torcedor de outros times, é uma pergunta fria, desprovida de paixão. O fato do assistente escalado pela Federação do Estado do Rio de Janeiro não ter visto um impedimento de 69cm custou R$ 2,5 milhões ao clube prejudicado direto. Ali, na bucha, só na premiação do campeonato. Perdeu, pleibói! E gerou R$ 2,5 milhões de receitas indevidas ao clube favorecido. Errar faz parte, mas sei que se um funcionário da minha empresa gera um desfalque desse para um cliente – sim, os clubes são os CLIENTES das federações de futebol -, eu sou responsabilizado pela decisão de tê-lo escalado para determinada função. Seria um caso que tenderia a tomar rumos jurídicos e gerar responsabilidades. Mas no futebol, não.

Imaginem vocês, leitores, independente do time que mova seu coração, se os erros de arbitragem gerassem algum tipo de responsabilidade para as federações, sejam elas quais fossem, como acontece no resto do mundo? “Ah, a Fifa é uma entidade muito tradicional”. Xongas! Tradicional porque não dói no bolso. Se os prejuízos financeiros causados por suas decisões de manter árbitros despreparados em seus quadros, ou, de não recorrer à ajuda eletrônica para situações em que evidentemente o corpo humano não é capaz de ser o melhor juiz, fossem imputadas à digníssima FIFA, o chip na bola seria coisa de 1967 e não de 2014.

A tradição só pode ser entendida em um contexto. Quando o futebol foi criado, não envolvia os milhões e milhões que, não só envolvem hoje mas como, o mantém sendo possível de existir. Tudo se resolvia ali na cancha. Futebol não é sustentado pelo mero interesse na partida in loco há muitas décadas. São os interesses externos, televisão, patrocinadores, etc, que ainda pagam a conta que o torna viável. E essa conta não é paga quando um time é prejudicado em R$ 2,5 milhões por conta de um erro deste tipo. Neste caso, o prejuízo em relação ao rival é R$ 5 milhões, já que estamos falando de um jogo de 6 pontos. É menos R$ 2,5 milhões de um lado e mais R$ 2,5 milhões para o outro. É um time que vai ficar sem pagar sua folha e outro que vai se reforçar ainda mais. É impôr uma distância injusta entre eles e ninguém ser responsabilizado ou achar que “essa é a beleza do futebol”. Acreditem, não é mais. Isso sem falar nos valores indiretos e bonificações envolvidas em todos os contratos dos clubes com as marcas que ainda viabilizam suas existências.

R$ 2,5 milhões é o valor estimado de toda a folha salarial do Vasco, enquanto o clube briga para se manter adimplente e reverter uma situação de grave crise financeira. Um lance num jogo e… pá! Mais um atraso de salário. E jogadores vão embora. E um planejamento é comprometido. E vem derrotas que derrubam um treinador, começa-se de novo do zero e a coisa não anda. Conhecemos bem esse filme, ou alguém esquece o que aconteceu após a perda da Libertadores 2012 no Vasco e o que aconteceu com o Corinthians com aquela vitória? Quando o lance é responsabilidade do clube que escalou o Diego Souza, tudo bem, a responsabilidade é nossa. Mas e quando é de quem escalou um árbitro? E isso não acontece só envolvendo o Vasco. Acontece aos milhões porque as Federações não são responsabilizadas pela sua responsabilidade que é arbitrar os jogos. As coisas estão interligadas.

Neste caso específico do Campeonato Carioca, como falei no texto sobre a cultura do futebol, a quantidade de vezes em que as decisões arbitrais em momentos decisivos favoreceu o Flamengo, ajuda a criar uma injusta diferença entre os clubes. Bem como, o que se viu com pró-Corinthians nos últimos 6, 7 anos, em termos nacionais. Isso aumenta o número de torcedores de um lado, aumenta a cota TV de um time em relação ao outro, se reflete nos elencos, na estrutura e nos resultados futuros. E ainda assim, quando no campo a beleza do time com menos investimento pode vencer o de mais grana se impõe, vem um novo erro, aumenta essa diferença e tá tudo serto. SERTINHO! Quem paga a conta? É suspende o bandeirinha por um mês e vamos em frente. Às vésperas de um novo campeonato brasileiro, ainda nos apoiamos à teórica equivalência dos grandes clubes do país para valorizar nosso certame, sem nos atentar a série de pequenas “coisinhas” (ou irresponsabilidades, se você for mais realista) que nos encaminham para virarmos tudo que a gente se orgulha de não ser. Junte a cultura forjadas, com as finanças direcionadas, com o cinismo e teremos tempos ainda mais dias desleais.

Que venha o resto do ano, enquanto inauguram-se Itaquerões, celebram-se tapetões e cortejam-se federações. A súmula do jogo é alterada e o Maracanã tá faturado, e a pauta do dia é a eleição do novo presidente da CBF. Tá cheio de gente com a mão amarela por aí, enquanto o Vasco é só a bola da vez. Mais uma vez.

Tema livre

Leia o post original por JC

Parece que em São Januário não se conhece o ditado “melhor prevenir que remediar”: como já estamos acostumados a ver, a diretoria do Vasco resolve tomar uma atitude só depois do problema criado e vai processar Deus e o mundo por conta da garfada sofrida na final do Estadual.

Tá certo que a diretoria solicitou um trio de arbitragem de fora do Rio – o que foi negado pela FFERJ – e nem sei se existe a possibilidade de um clube vetar um dos árbitros escolhidos para uma partida. Mas a partir do momento em que se viu que um dos auxiliares seria um dos mesmos cegos que não viram a bola do Douglas bater 33 cm depois da linha, o clube deveria ao menos fazer um escarcéu público. Se alguém tivesse ido à imprensa e dito que se o tal Luiz Antônio Muniz de Oliveira mais uma vez prejudicasse o Vasco o resultado da final ficaria sob suspeita, talvez o sujeito não fosse tão “descuidado”. Pela segunda vez.

De qualquer forma, mesmo sendo uma atitude tardia, o processo serve ao menos para colocar uma pressão sobre a Federação e sobre os árbitros. Nada mais justo que o Vasco buscar uma reparação por prejuízos causados pela incompetência da FFERJ e de seus comandados. Ainda mais depois da confirmação da tentativa ridícula do Marcelo de Lima Henrique tentar dar um migué na súmula e atribuir o gol em impedimento ao Nixon para livrar a sua cara e a do seu auxiliar. A má intenção e a premeditação de tentar acobertar a besteira feita ficou explicita.

Mesmo que seja exagero pedir – e praticamente impossível conseguir – a anulação da partida, os danos financeiros têm mesmo  que ser reparados. E não há outro meio para conseguir isso além da justiça comum.

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Não adianta ignorar os fatos. Tenho que concordar com as reclamações do Vasco. O clube tem toda razão. Fomos bem na grande maioria dos 126 jogos do torneio, mas erramos em um lance capital a dois minutos do fim. É um ano para se esquecer na arbitragem do Rio de Janeiro. O sentimento é de tristeza pelo fato do campeonato ter sido manchado desta maneira

 ”Os erros são normais e vão acontecer em qualquer área do futebol. É uma pena que isso ocorra tantas vezes com o Vasco. Mas eu posso afirmar que isso é apenas uma coincidência. O Vasco deve reclamar, sim. Eles estão cobertos de razão. Mas não devem imaginar ou falar em complô. Isso não existe” – Jorge Rabelo, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Não teria sido muito mais fácil acatar o pedido do Vasco por um trio de arbitragem de fora do estado?  Por que a requisição do clube foi negada? Quando a esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique falou mais do que devia, o sr. Rabelo teve a chance de dar um pouco mais de credibilidade à arbitragem da final. Mas por arrogância ou conveniência, preferiu deixar o trio escalado. Deu no que deu.

Árbitros são seres humanos e podem errar. Mas há algo que pouco se fala: juízes cariocas estão incluídos nas estatísticas das torcidas do estado. Sendo assim, a probabilidade da maioria deles serem flamenguistas é enorme. Na hora da dúvida, por mais imparciais que tentem ser, é natural que acabem favorecendo o time do coração.

De qualquer forma, o lamento e a admissão do erro do Sr. Rabelo de nada adianta e ainda não o isenta da responsabilidade. Confiar no seu indigente quadro arbitral, é uma coisa. Colocar um bandeira que já tinha errado bizarramente a favor de um dos finalistas e que já tinha cometido outra falha gritante nesse mesmo estadual, favorecendo o Flamengo contra o próprio Vasco  foi, no mínimo, uma temeridade. Mas depois de tudo o que aconteceu com o Vasco nesse campeonato, fazer isso foi pura e simples irresponsabilidade.

Depois é só falar que o lance estava no limite da percepção humana. Convenhamos, usar isso como desculpa é testar com a torcida vascaína os limites da paciência humana….

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Só um comentário: tem candidato a presidente do clube que não apenas é unha e carne com o Jorge Rabello como aprova seu trabalho à frente da FFERJ. Incluindo aí a arbitragem do Estadual.

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E como não poderia deixar de ser, a mulambada apareceu diversas vezes por aqui para deixar seus comentários, todos sumariamente deletados como também era óbvio.

A maioria, além das pilhas sobre superioridade (que só eles viram nos jogos da final), bateu insistentemente na tecla de que os vascaínos só apontam os erros da arbitragem quando nos prejudicam. E citaram o “gol irregular” do Rodrigo, no primeiro jogo da final. A “irregularidade” no lance teria sido a “falta” do Everton Costa no Felipe.

Como a mulambada nunca primou por ser muito brilhante, vamos explicar pra eles didaticamente:

Antes de qualquer coisa, ignoremos esse erro da arbitragem contra o Vasco no primeiro jogo…

Digamos que mesmo com a clara imagem do pênalti, não tenha sido falta. Ainda assim, como dar cartão amarelo por simulação para um jogador que foi derrubado?

Mas como eu falei antes, ignoremos esse lance e como essa ocorrência modificou o andamento da partida. Consideremos também que o gol vascaíno na primeira final não valeu. A partida termina 1 a 0 para a mulambada.

Estão acompanhando, urubulinos?

Vem o segundo jogo. Vamos considerar o gol legal do Vasco e, assim como fizemos com a primeira partida, desconsiderar o gol em claro, completo e admitido impedimento. A partida termina 1 a 0 Vasco.

O que aconteceria então, mulambinhos? A decisão iria para os pênaltis.

Ou seja: eliminando um gol de cada lado, o Framengo não seria campeão ao final dos 90 minutos do segundo jogo. Mesmo que vocês achem que houve falta sobre o Felipe no gol do Rodrigo e mesmo que desconsideremos esse gol, o Vasco ainda assim saiu prejudicado com o gol totalmente irregular de vocês.

Se vocês ainda não entenderam, podemos desenhar.

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UPDATE FINAL 

Caros amigos vascaínos, quis o destino que meu último post como responsável pelo blog do torcedor do Vasco no Globoesporte.com fosse em um dia de tema livre. Por questões editoriais (para alegria de alguns e – espero – tristeza de muitos) encerro minha participação no portal exatamente um mês antes de completar sete anos no comando desse espaço.

Foram anos de muito trabalho e estresse e, infelizmente, de menos alegrias do que nós vascaínos merecemos. Mas não há como não sair satisfeito por ter conhecido torcedores do Gigante de todos os cantos do Brasil e de fora dele. Agradeço principalmente a vocês, leitores que me aturaram por todo esse tempo, e ao pessoal do ge.com, que me ofereceu essa oportunidade.

Ao meu sucessor, que ainda não conheço, desejo todo sucesso e também paciência, não apenas com os torcedores rivais, mas também com os próprios vascaínos. Somos todos muito exigentes, e, diante de tanta turbulência em São Januário nos últimos anos, mais irritadiços do que nunca. Como sei a barra que você vai enfrentar por aqui eventualmente, já sou seu fã só por aceitar a empreitada.

Ainda não sei qual será minha participação na internet daqui pra frente. A fanpage do Blog da Fuzarca e meu Twitter seguirão ativos, mas pelo menos por enquanto, me darei um descanso das resenhas e colunas. Se aparecer outro projeto de blog ou site, vocês saberão pelas redes sociais (as quais estão todos mais que convidados a participar).

Então é isso. Um abraço fraterno a todos e saudações vascaínas. Nos vemos num futuro próximo, pela internet ou nas arquibancadas, torcendo pelo Vascão.

Só assim

Leia o post original por JC

Como havia dito no post anterior, em condições normais e sem favorecimentos, as coisas ficariam ruins para a mulambada. O Vasco dominou grande parte do jogo (chegamos a ter 73% da posse de bola), teve diante de si um adversário que jogou apenas para segurar o resultado e marcamos o gol que nos daria o título. Mas bastou um lance para lembrarmos que, “condições normais” numa partida contra a urubulândia é acontecerem “erros” da arbitragem favorecendo os mesmos. E vimos o Vasco perder o Estadual por conta de mais uma pixotada grotesca do trio de arbitragem.

Falando do time, Adilson acabou escolhendo o pior dos dois mundos: a única justificativa para se colocar o Barbio em campo era manter o mesmo esquema com o qual o Vasco vinha jogando, com três atacantes. Agora, se era pra mudar a formação do time, certamente haveria gente mais qualificada para colocar em campo.

Com essa decisão, perdemos em poder de penetração e atacamos muito menos do que deveríamos, já que precisávamos da vitória. O primeiro tempo foi um duelo entre quem não queria contra quem não conseguia jogar. Interessados no empate, a mulambada apenas se defendeu; sem criatividade na frente, o Vasco não conseguia levar perigo. Apenas no finzinho da etapa inicial levamos perigo, em chute de Diego Renan que obrigou o goleiro framenguista fazer boa defesa.

No segundo tempo, as coisas precisavam mudar e mudaram um pouco. O Vasco foi um pouco mais agressivo, o Framengo seguia esperando os contra-ataques. O juiz expulsou um de cada lado, os espaços aumentaram e o Vasco conseguiu abrir o placar: Pedro Ken recebe excelente passe de Thalles e é derrubado na área. Douglas bate e deixa o Vasco na frente.

Faltavam pouco minutos, o Vasco vinha se segurando. Até que aos 45 minutos, em um escanteio, a mulambada marca seu gol de empate, em lance impedido não muito complicado de marcar. Mas não foi marcado.

Resultado: mais um ano na fila pelo Estadual, mais um jogo em que não conseguimos a vitória por erros de arbitragem e mais um monte de gente falando com todo orgulho que “roubado é mais gostoso”. O que é até compreensível, já que sem “erros” da arbitragem, quase não haveria títulos para o Framengo.

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Agora, além do gol de ontem, dois dos melhores momentos do Estadual…

As imagens falam mais que qualquer argumento. Que os erros de arbitragens são comuns, ok, todos sabemos. Mas nunca erraram tanto, de forma tão bizarra, sempre no mesmo confronto e para o mesmo lado.

Mesmo que tenha havido erros do Adilson, que o time tenha recuado muito após abrir o placar ou mesmo que o Rodrigo tenha saído no momento errado de campo, é um absurdo culpar a perda do título a qualquer um desses fatores. O Vasco foi clamorosamente prejudicado e ponto. Nada poderia ser mais definitivo que isso.

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Não podemos deixar de dar os parabéns à nossa valorosa federação, pela organização de um campeonato coroado com tamanho sucesso. O final desse Estadual foi o mais apropriado possível para uma competição deixada nas mãos competentes da FFERJ.

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Sem perder o sono

Leia o post original por JC

A questão que mais mexeu com a cabeça dos vascaínos ao longo dessa semana foi a dúvida do nosso treinador sobre quem entraria no lugar do Everton Costa. A maioria absoluta preferia ver o Adilson mudar o esquema que nos levou a final – colocando Bernardo ou Montoya no time – a ver a volta do William Barbio, que na teoria manteria a equipe jogando do mesmo jeito.

A preocupação da torcida parece irrelevante, já que Everton Costa, no final das contas, não é tão diferente do Barbio: ambos têm cabeleiras exóticas, correm muito mais que fazem gols (os dois marcaram apenas um em todo o campeonato, com ligeira vantagem para o primeiro, que atuou nove vezes contra dez do Barbio) e são mais importantes taticamente que tecnicamente. E acho muito difícil que Adilson mude a formação que vem dando certo por conta de Bernardo ou Montoya, dois jogadores que não conseguiram muito além de serem irregulares. O mesmo se aplica ao Bastos, que mesmo tendo melhorado um pouco com sua ida para o banco, é uma opção defensiva demais para quem precisa vencer a partida.

Mas se o substituto do Everton Costa – e talvez o Facebook da mulher do árbitro – foi a grande preocupação da torcida antes de uma final, só podemos deduzir que o adversário que teremos não foi o bastante para tirar o sono dos vascaínos. E na verdade não é mesmo.

A urubulândia, macambúzia por conta da tradicional eliminação na Libertadores, nem exagerou na sua costumeira marrentice ou mitomania patológica. A historinha irreal de vice-campeonatos é o único argumento ao qual podem se agarrar. Alguns até falam que “a vitória certa sobre o Vasco” hoje não vai compensar a saída, ainda na primeira fase, do campeonato continental. Acredite quem quiser em mais essa mentirinha mulamba, o fato é que eles já se preparam para mais uma derrota na Arena Maracanã.

A mulambada já sabe que, em condições normais e sem favorecimentos, a coisa vai ficar feia pro lado deles. Cabe ao time do Vasco entrar em campo com essa mesma consciência. Jogando com atenção, disposição e inteligência, não será nenhuma surpresa a conquista do 23º Estadual vascaíno.

FLAMENGO X VASCO
 Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Márcio Araújo e Everton; Paulinho e Alecsandro.Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Barbio (Bernardo ou Fellipe Bastos), Reginaldo e Edmílson.
Técnico: Jayme de Almeida.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Luiz Antonio Muniz de Oliveira.
As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Parabéns ao ídolo vascaíno Roberto Dinamite pelos seus 60 anos. Dentro de campo, foi um dos maiores jogadores da história do clube e merecedor de toda festa possível. Já ao presidente Carlos Roberto, desejamos apenas lucidez para não tentar mais uma reeleição. E humildade para reconhecer que o possível título de hoje não será motivo para mais uma aventura eleitoral pelo Vasco. Todos nós sabemos que uma vitória no Estadual hoje terá acontecido APESAR do presidente e não POR CAUSA do mesmo.

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Tema livre

Leia o post original por JC

Dizem que o Brasil não é um país sério. A antiga frase pode até ser discutível, mas uma coisa é certa: a FFERJ definitivamente não pode ser levada a sério. E não pode por seus únicos e exclusivos méritos. Não basta a incapacidade de fazer um Estadual decente, é preciso também queimar o que resta da sua ínfima credibilidade.

Vejam por exemplo a polêmica criada pelas declarações da esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique nas redes sociais.

Depois da referida sra. postar em seu perfil que o “vice já é certo”, tudo o que a Federação pôde dizer foi que declarações em redes sociais são de cunho pessoal e não interferem em decisões da FFERJ.

Ou seja, para a entidade que comanda o futebol carioca, uma pessoa que tenha tanta intimidade com um juiz que apitará uma final pode dizer o que quiser, até que o árbitro beneficiará um dos times. E nem isso fará com que a Federação mude sua escolha.

O que as pessoas que comandam a FFERJ não parecem – ou não querem – entender é que não pode haver qualquer lampejo de desconfiança sobre a integridade de uma arbitragem. Numa final, isso é ainda mais sério. Mesmo que interpretemos de outra maneira o que disse a Sra. Sandra Henrique (que pelo diálogo parece ser vascaína), e que o “o vice é certo” signifique que essa colocação é a mínima que o Vasco terá (e por isso a certeza), ter falado sobre a partida já lança uma sombra de dúvida sobre a atuação do juiz.

Certamente não passa pela cabeça dos estupendos dirigentes da FFERJ que a declaração da Sra. Henrique tenha posto em cheque a atuação do seu esposo. Mesmo que a referida sra. não tenha dito qual time será certamente vice campeão, quem garante que o sr. Marcelo de Lima Henrique não terá dúvidas em marcar um lance polêmico, para qualquer um dos lados? E se ele marcá-lo, como não pensar que foi favorecimento para um time ou outro? Na melhor das hipóteses, o juiz pode simplesmente fugir de confusões e não marcar nada ou se utilizar da lei da compensação para cada decisão, o que nem de longe é apitar um jogo corretamente e é tão ruim quanto favorecer uma das equipes.

Tudo o que queremos é uma arbitragem imparcial e na medida do possível, competente. Não querermos – e nem precisamos – de favorecimentos da arbitragem para vencer no domingo. Manter apitando a final um juiz com noção de que seu trabalho será questionado desde o primeiro minuto de jogo e que se ele acertar tudo, inclusive os lances polêmicos, ninguém acreditará que ele o fez com lisura, certamente não é a melhor maneira de garantir uma arbitragem isenta.

Isso, claro, para qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. O que não parece existir no comando do futebol do Rio de Janeiro.

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Faltou rolar a bola

Leia o post original por JC

Finais de campeonato costumam ser partidas muito disputadas. Mas é questão de se perguntar o quanto há de futebol em um jogo que atinge o número de 61 faltas em pouco mais de 90 minutos. A bola acabou rolando muito pouco no empate em 1 x 1 entre Vasco e Flamengo.

E enquanto rolou, vimos mais uma vez o Vasco ser bem superior em uma etapa, recuar na outra e não conseguir o resultado que o interessa. No primeiro tempo, o time não deu chances para a mulambada fazer qualquer coisa, já abrindo o placar aos 11 minutos, com Rodrigo, de cabeça, após escanteio. Mesmo com a vantagem, o Vasco continuou comandando as ações na partida, chegando a ter quase 70% de posse de bola.

O Vasco não correu riscos – Martín Silva não fez sequer uma defesa na primeira etapa – mas infelizmente não conseguiu transformar seu domínio em chances para ampliar. Além do gol, só um chute cruzado de Edmilson levou algum perigo ao gol mulambo antes do intervalo.

Vendo sua vantagem indo para o ralo, o técnico framenguista mexeu, procurando aumentar a velocidade do time. A mudança deu resultado, mas aparentemente Adilson considerou que o Vasco tinha força para segurar o início de pressão mulamba. Aos 9, Jayme de Almeida joga sua equipe ainda mais para frente com nova alteração. E Adilson seguiu sem mexer no time.

E sem mexer, nosso técnico viu o lance que mudou a história do jogo acontecer: Everton Costa, que já tinha amarelo desde o primeiro tempo e que já poderia ter levado outro em dois lances antes dos 10 minutos do segundo, comete uma terceira falta e é expulso. Não demorou muito para a mulambada aproveitar a vantagem numérica, ampliar a pressão e conseguir o empate, em chute de fora da área de Paulinho.

Depois da expulsão e do empate, o juiz – que para evitar problemas já estava marcando qualquer coisa – resolveu aplicar critérios similares aos do basquete para apontar faltas e o jogo não conseguiu ter mais de dois minutos seguidos com bola rolando. Com o Vasco ainda mais recuado por ter menos um em campo e o Framengo satisfeito em manter sua vantagem para o último jogo da final, os dois times pareciam não fazer muita questão de mexer no placar. E tirando uma cobrança de falta relativamente perigosa de Fellipe Bastos, a partida terminou sem muitas emoções.

Assim como na semifinal, o Vasco não conseguiu reverter a vantagem do empate na primeira partida. E mais uma vez como na semifinal, temos totais condições de vencer o jogo e levar o título. Mas, relembrando os confrontos contra o Fluzim, nem sempre conseguiremos sustentar um resultado criado na primeira etapa até o fim da partida. Ao ter uma vantagem no placar, o Vasco pode até jogar de forma mais cautelosa e esperar os contra-ataques, mas não podemos exagerar nessa postura.

Nessa primeira final, a expulsão ainda serve como justificativa. Mas no próximo jogo, caso o Vasco mais uma vez abra o placar, Adilson não pode permitir que sua equipe sofra tanto com a pressão do adversário.

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Uma resposta pelo título

Leia o post original por JC

Faz tempo que o Vasco não sai vencedor numa disputa de título contra a mulambada. A despeito da mitomania megalômana que acomete 99.9% dos framenguistas, isso não é obra do divino, como se fosse uma lei natural; é apenas futebol, um esporte onde nem sempre o melhor vence.

Mas os 11 sujeitos que estarão em campo hoje não tem nada a ver com isso. Nenhum deles disputou uma final contra a urubulândia com a camisa do Vasco e, salvo algum seja realmente vascaíno de coração, não há motivo para que eles considerem que nosso adversário mereça um tratamento diferente ao dado a qualquer outro em um jogo decisivo. Em outras palavras, não há porque o tabu contra os mulambos afete o time hoje. Se existirá uma pressão para cima dos jogadores, será apenas a ansiedade natural de uma partida que vale o campeonato.

Por outro lado, se pessoalmente os titulares não têm qualquer relação com a escrita contra o framengo, ao vestir a armadura cruzmaltina eles se tornam representantes da instituição e da torcida. E aí eles tem sim algumas responsabilidades nessa final (além das óbvias e obrigatórias, como honrar a camisa vascaína e dar tudo de si pelo time).

Responder na bola às críticas generalizadas ao time, por exemplo. Mostrar que podemos superar as arbitragens favoráveis à mulambada – como na última partida – e vencer.  Calar a parte da imprensa que, para fazer gracinhas para a torcida rival, prefere ironizar a equipe e menosprezar nossas chances de título. Ou seja, além de representar o Vasco, os jogadores titulares têm o dever pessoal de mostrar seu valor e que possuem a capacidade de passar por todas as dificuldades e serem campeões.

E como para levarmos o título precisamos reverter a vantagem urubulina, nada melhor que unir o útil ao agradável: uma boa vitória hoje nos deixará mais perto da taça e ainda será uma bela resposta dos jogadores aqueles que sempre diminuíram o grupo.

VASCO X FLAMENGO
Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Reginaldo, Éverton Costa e Edmílson.Felipe, Léo, Samir, Wallace e João Paulo; Amaral, Márcio Araújo e Luiz Antônio; Everton, Paulinho e Alecsandro.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Jayme de Almeida.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 06/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá.  Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Jackson Massara.
 As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Muito esforço, pouco resultado.

Leia o post original por JC

Até que de falta de vontade os vascaínos que lotaram a Arena da Amazônia não podem reclamar. Mas o time reserva do Vasco não ofereceu muito mais que empenho e correria no empate sem gols com o Resende. Não vencer um adversário tão limitado quanto o que tivemos ontem certamente deve ter frustrado os mais 40 mil presentes.

O problema é que o esforço dos jogadores não compensou a evidente falta de ritmo e a já conhecida falta de pontaria do time. O Vasco errou muitos passes e cometeu falhas de posicionamento tanto ofensiva quanto defensivamente. Criamos muitas jogadas e finalizamos várias vezes, mas nem acertamos o alvo nos arremates e ainda cedemos alguns espaços para contra-ataques. Não tivesse o Resende se mostrado tão carente de qualidade quanto na partida pelo Estadual, poderíamos ter tido problemas.

Mas a fragilidade do nosso oponente era tanta que nem aproveitar as cochiladas vascaínas ele conseguiu. No primeiro tempo, até que o Resende tentou alguma coisa. Mas depois do intervalo, ficou evidente a estratégia de se segurar o máximo possível para não sofrer gols. E como o placar não nos deixa mentir, eles conseguiram seu objetivo, contando com uma bela atuação do seu goleiro, um dos melhores na partida.

Apesar do resultado desapontador, podemos destacar dois pontos positivos: o primeiro é o já falado empenho dos jogadores, que pareceram não apenas estarem na luta para ganhar o jogo (ainda que em vários momentos alguns tenham confundido vontade de vencer com um individualismo exagerado), mas também para mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares. E o segundo foi a empolgação dos garotos da base, muitos estreando entre os profissionais e exibindo personalidade. Com mais alguma experiência, alguns mostraram que poderão ser úteis num futuro próximo.

Apesar de não termos eliminado o jogo da volta ou sequer vencido, não dá para crer que o Resende terá capacidade para aprontar alguma em São Januário. Com a decisão da vaga após a final do Estadual, aconteça o que acontecer contra a mulambada, teremos os titulares em campo e a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil virá naturalmente.

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As atuações…

Diogo Silva – mesmo sem quase ter o que fazer, conseguiu dar pelo menos um susto na torcida, numa saída ruim depois de um escanteio.

Danilo – não teve problemas na sua lateral, mas errou mais que acertou quando tentou  apoio.

Jomar – uma apresentação em que, diante de um adversário muito fraco, pareceu mais inseguro do que deveria.

Rafael Vaz – sem ter muito o que fazer, acabou subindo para tentar ajudar no ataque e fez alguns bons lançamentos. Em compensação, foi lento em algumas recomposições da defesa e quase sofremos um gol no finzinho da partida pelo seu mal posicionamento na marcação

Lorran – pecou pelo preciosismo em alguns lances, coisa natural para um garoto que quer mostrar serviço (ainda mais numa por jogar numa posição em que a disputa pela vaga volta a acontecer). Precisa encontrar um equilíbrio entre suas ações defensivas e ofensivas.

Aranda – não teve dificuldades no combate pelo meio, roubando muitas bolas. Tentou ajudar na criação, mas foi discreto.

Fellipe Bastos – passando para a reserva, Bastos teve uma sequência de jogos em que acabou entrando em campo e se saindo bem. Ontem, voltando a ser titular – com braçadeira de capitão e tudo – voltou a ter uma atuação questionável. Com Dakson muito colado aos atacantes e Montoya jogando pelas pontas, Bastos deveria ter sido mais efetivo na criação de jogadas pelo meio, mas não esteve nem perto de conseguir.

Montoya – teve liberdade para cair pelos dois lados do campo e exibiu sua habilidade em alguns lances. Mas não produziu muita coisa e ainda desperdiçou boa chance no primeiro tempo, chutando fraco quando estava na cara do gol. Foi substituído pelo garoto Yago, que ficou mais fixo na direita e também perdeu uma chance clara ao demorar para finalizar.

Dakson – tentou como pode levar o time ao ataque, ainda que em diversos momentos tivesse preferido arriscar um lance individual quando poderia ter passado para companheiros melhor colocados. Finalizou com perigo umas três vezes, mas parou no goleiro ou chutou para fora. Marquinhos do Sul, entrou em seu lugar e teve boa movimentação na frente, sem parecer intimidado com sua estreia entre os profissionais. Quase marcou com um belo chute de fora da área.

Bernardo – mais uma vez deu a impressão de se considerar o líder do time, exagerando nos lances individuais e tentando ser o dono das bolas paradas. Ainda assim foi um dos mais perigosos do Vasco, criando boas chances de gol. Infelizmente não aproveitou nenhuma.

Thalles – pareceu perdido no meio de tanta gente tentando atacar e não conseguiu se destacar como todos esperavam. Tentou algumas finalizações sem sucesso e sofreu um pênalti, para variar, não marcado pela arbitragem.

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