Arquivo da categoria: Venezuela

Opinião: seleção brasileira tem o que aprender com a japonesa

Leia o post original por Perrone

A seleção japonesa jogou melhor contra o forte Uruguai do que o Brasil diante da ainda fraca Venezuela, na opinião deste blogueiro.

No empate em dois gols com os uruguaios, nesta quinta (20), o Japão executou bem tarefas que o time de Tite tem dificuldade para realizar. Principalmente trocar passes verticais e se movimentar sem a bola em busca de espaços.

Os japoneses deram trabalho para o Uruguai porque quando tinham a bola trocavam passes rápidos em direção à área rival.

Isso foi possível porque quem estava sem a bola se movimentava procurando espaços. A visão de jogo e a movimentação continuavam dentro da área, criando opções de passe.

Já o Brasil abusou dos toques laterais e para trás diante da marcação venezuelana no empate sem gols.

Esse tipo de movimentação facilita a marcação. Ir para um lado e para outro e não abrir espaços indo atrás de uma bola recuada resolvem o problema defensivo.

Já a movimentação para frente tende a provocar falhas de posicionamento dos marcadores.

Perto da área, na maioria das vezes, os brasileiros paravam esperando a definição da jogada, ao contrário da antecipação de alguns japoneses.

Muitas vezes, David Neres, Firmino e Richarlison formavam uma parede fixa na região central da área da Venezuela.

Assim ficou mais fácil para a defesa rival. Era só congestionar o meio da área e ficar grudado nos brasileiros. Ainda que fiquem espaços para os laterais cruzarem, a briga pela bola na área é mais difícil para os atacantes do que para os defensores, que só precisam destruir.

A postura é de se estranhar já que o trio de atacantes de Tite se movimenta mais em seus clubes.

No Liverpool, por exemplo, Firmino costuma atrair marcadores abrindo espaços para os colegas quando se afasta da área e se aproxima da zona em que está a bola em posse de seu time.

Contra a Venezuela, dos três atacantes, Neres foi quem se movimentou mais, mas poderia ser melhor.

Os jogadores brasileiros parecem muito preocupados em guardar posição, em não abandonar uma zona específica. Os oponentes agradecem.

Prestar atenção na movimentação dos japoneses contra o Uruguai pode inspirar Tite e seus comandados.

Por mais absurdo que possa parecer, neste momento a seleção brasileira tem o que aprender com a Japonesa.

Esconderam o jogo da Venezuela…. e o FUTEBOL do povo!

Leia o post original por Craque Neto 10

Quando vi o trecho da coletiva prévia do Tite para o jogo contra a Venezuela em Salvador, eu não acreditei naquilo. O técnico da Seleção Brasileira, a gloriosa pentacampeã do mundo, disse que não falaria sobre a escalação do time porque não queria abrir o jogo para o adversário. Ele só esqueceu que todo esse mistério de ESCONDER a equipe era da poderosa Venezuela. Só pode estar de sacanagem, não é? Com a bola rolando ele escalou basicamente os mesmos jogadores da vitória contra a Bolívia no Morumbi. Mas a impressão é que os venezuelanos são um pouco mais organizados […]

Na Bolívia, sofre o pulmão, na Venezuela, dói o coração

Leia o post original por Milton Neves

A Libertadores e a Sul-Americana, quarta e décima divisões da Liga dos Campeões, têm lá suas relativas importâncias, mas contribuem mesmo é para desnudar dois problemas muito sérios quando a imprensa esportiva consegue ver e sentir de perto o que ocorre lá nesses nossos dois países vizinhos.

Falo do perigo de morte de um jogador de futebol visitante em La Paz e Potosí e da verdade escancarada da situação calamitosa pela qual passa hoje e há anos a coitada da Venezuela.

Venezuela, “um país árabe” na produção de petróleo e um Haiti na qualidade de vida de seu povo.

Mesmo já tendo “batido na trave” várias vezes, não sei como nesses anos todos não morreu ninguém tentando jogar bola nas alturas bolivianas.

“Netamente falando”, jogador local joga com dois pulmões e o visitante com meio pulmão, se tanto.

Precisaria de uns cinco ou seis.

Jogar lá, sem um bom período de adaptação, é desumano e irresponsável por parte da Conmebol e da Fifa.

Vão esperar a morte de um jogador visitante para criarem coragem e vergonha na cara para coibir de vez essa “tortura futebolística”?

Não prego o veto à Bolívia inteira, claro, mas de suas cidades “padrão” Monte Everest, exagerando um pouquinho.

E a Venezuela?

O Grêmio ganhou lá de dois e o Corinthians de sete enfrentando jogadores com fome de bola e de estômago.

Cobrindo Macabíada, fiquei por semanas em 1987 em Caracas e na Ilha Margarita, onde se fala o papiamento (língua crioula derivada a partir do português e de idiomas africanos com algumas influências de línguas indígenas da América, inglês, holandês e espanhol) e me apaixonei pelo país e pelo seu povo.

Eles adoram o Brasil, nosso futebol e principalmente nosso voleibol.

Foram dias deliciosos no “Caracas Hilton” com atendimento inesquecível comandado pela chef Brígida, linda negra cubana escalada com sua equipe para atender a delegação brasileira de uns 70 membros.

Ao contrário de hoje, em que os “chefs” Chávez e “presidento” Maduro fizeram a mágica de sumir com a comida do país, tudo era farto em Caracas.

Milton Neves na Venezuela, durante os Jogos Macabeus Panamericanos de 1987

Com o clima e o ambiente marcados por hóspedes satisfeitos e garçons atenciosos e felizes.

          Da Venezuela, Milton Neves telefona para seus filhos, que ficaram no Brasil

E a delegação brasileira foi comandada por Jack Leon Terpins que, coincidentemente, agora em maio de 2018 tornou-se em Jerusalém o novo presidente da União Mundial Macabi, a Fifa dos judeus.

Jack Terpins, Lenice Magnoni Neves, Denise Goldfarb Terpins e Milton Neves

Fomos de Avensa (Aerovías Venezolanas Sociedad Anonima), que os chavistas quebraram e fecharam em 2004.

Mas, hoje, menos pelas vitórias brasileiras, quero mesmo é dar parabéns ao Grêmio e ao Corinthians pela doação de alimentos e de dólares aos funcionários dos hotéis em que mal se hospedaram.

Ficaram com dó da penúria deles e “acudiram”.

Está aí outra obra do “presidento” Maduro: ao invés de o hotel alimentar seus hóspedes, são os hóspedes a alimentar seus famintos funcionários.

E devemos ter “eleição” neste domingo por lá.

O “presidento” deve ganhar na marra, mas, se perder, “não vale”.

É uma vergonha!

E ele tem o “apoio” de Maradona, “o Che Guevara que não deu certo na política”.

Burrice do “presidento”, porque Maradona não agrega valor a qualquer causa.

Quisesse o apoio puro, verdadeiro e eficaz, tentaria levar para seu palanque o Da Silva.

Não é qualquer “Da Silva” que já tivemos em nosso futebol, mas o santista de Santo André William da Silva, o ídolo do povo venezuelano que ama o voleibol.

Capitão William, em foto recente

Mas, enfim, se nas alturas da Bolívia não há pulmões que aguentem no futebol, na Venezuela o que aperta é o coração, como sentiram os bondosos gremistas e corintianos que saíram chorando de lá.

É, Maduro, nessa toada um dia você também vai apostar corrida com seu chefe Hugo Chávez nadando no tacho do capeta.

Mas, queira Deus, que logo termine o sofrimento de um povo tão bom e que os visitantes também voltem a curtir a paz, a tranquilidade e a beleza de Caracas.

Opine!

O que fazer agora com esse garoto de 40 anos???

Leia o post original por Craque Neto

Quando a diretoria do Corinthians anunciou a contratação do Emerson Sheik eu achava que era alguma pegadinha. Jogada de marketing ou algo assim. Afinal ele já estava em fim de carreira e prestes a completar 40 anos de idade. Mas depois de ver que o contrato era de apenas três meses eu entendi. Poderia ser uma forma de homenagear esse ídolo que foi fundamental para conquistas importantes do clube, como por exemplo o primeiro e único título da Libertadores em 2012. Só que com o desenrolar dos jogos o que tenho visto é que esse jovem senhor é DISPARADO o […]

O post O que fazer agora com esse garoto de 40 anos??? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Corinthians ressurge e São Paulo afunda

Leia o post original por Quartarollo

Com a vitória sobre o Cerro Porteño, 2 x 0, no Itaquerão, ontem à noite, o Corinthians ressurgiu na Libertadores e agora mais do que nunca só depende dele mesmo para se classificar para as oitavas de final.

Mesmo que não vença o Independiente Santa Fé, em Bogotá, no dia 6 de abril, ainda assim decide em casa contra o Cobresal, no dia 20 do mês que vem, e com 12 pontos estará classificado.

Havia uma certa apreensão antes do jogo já que um empate poderia gerar mais pressão na sequência da Libertadores.

O Corinthians ainda não jogou o bom futebol do ano passado, mas foi melhor que o Cerro e mereceu vencer.

Lucca fez o primeiro gol, participou ativamente do segundo feito contra pelo zagueiro Mareco e ajudou demais ao Corinthians.

Destaques também para Maycon, menino vai ganhando espaço com Tite; Giovani Augusto caiu nas graças da torcida e Fagner vivendo grande momento.

Guilherme continua devendo. Posicionado um pouco mais atrás do que estava acostumando ainda demonstra certa dificuldade em se adaptar, mas é bom jogador e talvez seja a solução para a posição.

Quando Elias voltar de contusão pode ajudar muito a mobilidade do meio-campo com sua categoria e experiência.

Enquanto o Corinthians ressurge com força, o São Paulo cai pelas tabelas. Acabou apenas empatando com o Trujillanos, em Valera, na Venezuela.

Cidade longe para chegar, dificuldades de logística, um cansaço incrível e o tricolor começou perdendo, mas empatou com Paulo Henrique Ganso que tem jogado bem, mas perdeu um pênalti no segundo tempo.

Com esse empate, o São Paulo praticamente dá adeus à Libertadores e pode começar a limpa no Morumbi antes do previsto.

A diretoria garante o técnico Edgardo Bauza, mas acreditar na palavra da diretoria está difícil.

Michel Bastos tem proposta para sair e por estar estremecido com a torcida organizada, pode ser negociado para o Brasileiro.

O São Paulo precisa se organizar urgentemente.

Prometi que ia dar um tempo para o Lugano porque senão iria aparecer perseguição, mas ele perdeu de cabeça no primeiro gol do Trujillanos, mas é o ídolo maior da torcida. Boa sorte.

Eliminatórias sul-americanas na linha do Equador

Leia o post original por Quartarollo

Qual é a melhor seleção da América do Sul? Muita gente dirá que por causa da Copa América é o Chile.

Tem sentido, mas neste momento quem manda nas Eliminatórias deste lado do mundo é o Equador.

É eficiente, ganhou da Argentina, 2 x 0, em  Buenos Aires e tem aproveitamento de 100% até aqui.

Tem grandes chances de se classificar novamente para uma Copa do Mundo embora as disputas sejam muito longas.

Ainda há muitas rodadas pela frente. São 18 no total e até agora os equatorianos jogaram três.

Ontem venceu em casa a boa equipe do Uruguai, 2 x 1, e na próxima rodada joga fora contra a Venezuela que até agora é saco de pancada nas Eliminatórias.

Tem chance de fazer mais três pontos e terminar a semana que vem com 12 pontos ganhos, um feito e tanto para o quase sempre raquítico futebol equatoriano.

Ontem os venezuelanos perderam para a Bolívia, na altitude de La Paz, por 4 x 2. Até a Bolívia está ganhando da Venezuela, mas eles se equivalem.

Você olha para o time do Equador e não vê nada demais, mas em campo está muito bem distribuído pelo ex-zagueiro da Seleção Boliviana, Gustavo Quinteros, que hoje é o técnico da equipe.

Ele é argentino de nascimento, mas se naturalizou boliviano e lá fez sua carreira como jogador e como técnico.

Logo a seguir  aparecem Chile e Colômbia com bom futebol. Aliás ontem eles se encontraram em Santiago e deu empate.

O Chile tão decantado por todos e tão bem dirigido por Sampaoli, esbarrou no ótimo esquema do argentino Pekerman, da Colômbia, e quase perdeu o jogo.

Não funcionou como se previa. Faz parte, isso vai acontecer muito nessas longas eliminatórias com várias equipes.

Hoje tem Brasil e Argentina, em Buenos Aires, às 22 horas. Ontem o campo estava alagado, impraticável para o futebol e foi adiado para hoje para lamentação de muita gente.

Se o Brasil vencer pode fechar a noite como quarto colocado ao lado do Uruguai que tem 6 pontos e um saldo de 4 gols que é o primeiro critério de desempate nas Eliminatórias.

O saldo brasileiro é zero. Só ultrapassa o Uruguai nesse item se ganhar por 5 gols.

Mas pode terminar a rodada mesmo com vitória em quinto já que o Paraguai enfrenta o Peru, em Lima, amanhã, e se vencer vai a 7 pontos e ficaria na terceira posição ao lado do Chile perdendo também no saldo de gols.

Tem apenas um no momento. Precisaria vencer por pelo menos 3 gols de diferença já que os chilenos tem 3 de saldo.

O Peru não venceu até agora e tem a chance de se recuperar dentro de casa.

Terça-feira enfrentará o Brasil, em Salvador, e vem como zebra apesar de Guerrero e companhia. A chance de recuperação é nesse encontro com os paraguaios.

A Argentina, nossa adversária de hoje, também não venceu ainda nas Eliminatórias e precisa se recuperar.

Tem apenas um ponto, fruto de empate, em Assunção, com o Paraguai. É pouco para um time que é vice-campeão do mundo, portanto, muito cuidado com essa Argentina mesmo sem Messi, Aguëro e Tevez.

Se a Argentina precisa de recuperação hoje é o jogo certo para isso. Dunga que já confirmou Lucas Lima e Ricardo Oliveira entre os titulares com a estréia de Neymar nas Eliminatórias, terá que se cuidar muito.

Pode começar o fim dele na Seleção Brasileira em caso de derrota. Se vencer terá mais tranquilidade para trabalhar nos próximos jogos e não fica tão pendurado. Pelo menos por enquanto.