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Quadros de Lula e homenagem a Emílio Odebrecht viram alvos no Corinthians

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Quadro no Parque São Jorge com caricatura de Lula e outros corintianos famosos Foto: Arquivo pessoal de Ricardo Buonomo

Reflexos da Operação Lava Jato chacoalharam reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians na última terça (11). Três requerimentos foram apresentados por conselheiros pedindo medidas em relação a personagens envolvidos na investigação.

Os pedidos são para a retirada de dois quadros do clube com caricaturas do ex-presidente Lula, cancelamento de título de sócio benemérito dado a Emilio Odebrecht, patriarca da construtora protagonista do escândalo de corrupção, e afastamento do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) da diretoria corintiana.

A iniciativa contra os desenhos em homenagem a Lula foi do conselheiro Ricardo Buonomo. As peças estão no ginásio principal do alvinegro e numa lanchonete da sede corintiana.

“Haja visto que os mesmos (quadros) denigrem a imagem do clube, pois é fato que diversos torcedores rivais comparecem em nosso clube para assistirem a jogos no ginásio, além de outros eventos nas dependências do clube, sendo que muitos já tiraram fotos e fizeram vídeos dos aludidos quadros, postaram nas redes sociais e divulgaram em grupos de WhatsApp com os seguintes dizeres: ‘o ídolo deles é um presidiário’, ‘ganharam a arena do Lula, tem que colocar no quadro mesmo’. Esses são alguns exemplos das mais diversas piadas que acabam circulando, denegrindo a imagem do Corinthians”, escreveu Buonomo no documento.

Em outro trecho ele diz ser salutar para o alvinegro demonstrar não ter vínculos com o ex-presdidente preso em Curitiba. O conselheiro também afirmou que foi procurado por sócios pedindo o sumiço das caricaturas.

“Desta maneira, acredito no bom senso do presidente Andrés Navarro Sanchez para que providencie a imediata retirada dos quadros em questão”, diz a parte final do requerimento.

Ao blog, Buonomo afirmou que, se os quadros não forem retirados, ele vai pedir para que a medida seja votada pelos conselheiros durante nova reunião do órgão. O pedido foi endereçado a Sanchez e ao presidente do conselho alvinegro, o deputado Antônio Goulart dos Reis, colega do presidente corintiano como deputado federal.

Homenagem contestada

O disparo na direção de Emílio Odebrecht partiu do conselheiro Romeu Tuma Júnior, ex-candidato à presidência do Corinthians. Ele alega que o empresário não preenchia requisitos previstos no artigo 29 do regimento interno do Conselho Deliberativo para poder ganhar o título de associado benemérito em 2013. O empenho dele na construção do estádio corintiano por meio da empresa de sua família foi um dos motivadores da honraria.

Ser sócio por 20 anos seguidos e conselheiro por dois mandados são as exigências que Tuma alega não terem sido cumpridas. Além da questão técnica, o pedido se refere a fatos ligados a Lava Jato e envolvendo Emílio.

“Não é admissível manter um preso, réu confesso e delator do maior esquema de corrupção da história do Brasil como sócio intitulado benemérito”, afirma o conselheiro em parte do documento.

Tuma pediu para que seu pedido fosse votado já na reunião da última terça, mas Goulart respondeu que o caso só será debatido na próxima sessão do órgão, em fevereiro.

Afastamento

Um dia antes da reunião do conselho, o blog revelou movimentação de membros do órgão para pedir o afastamento temporário de Vicente Cândido, ex-dirigente da CBF e atualmente diretor de relações institucionais e internacionais do clube.

Na sessão, o conselheiro Carlos Eduardo Garcia de Miguel apresentou requerimento pedindo que o dirigente fique afastado de seu cargo até ser concluída investigação iniciada após delações que o envolveram na Lava Jato.

Delatores ligados a Odebrecht afirmam que ele recebeu, por meio de caixa 2, R$ 50 mil da construtora para sua campanha a deputado em 2010. A empresa teria interesse na ajuda dele em questões envolvendo financiamento relativo a fundos para a construção da Arena Corinthians.

Cândido nega ter cometido irregularidades. Por meio de sua assessoria de imprensa, antes de o pedido ser protocolado no conselho, o deputado e dirigente afirmou conhecer o assunto, mas considerar o tema irrelevante.

“Ainda que ele não seja culpado, essa situação denigre a imagem do clube. É um diretor que precisa se relacionar com outras instituições. Ele mesmo poderia pedir para se afastar enquanto as investigações são feitas. Falei no conselho: ‘as empresas que têm departamento de compliance não vão querer negociar camarote, naming rights e patrocínio com quem tem um diretor nessa situação”, declarou Miguel ao blog.

O tema também não foi colocado em pauta e deve ser discutido no encontro de fevereiro. Procurado, Goulart não atendeu aos telefonemas e nem respondeu às mensagens de texto.

 

Delações na Lava Jato deixam diretor do Corinthians sob pressão

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Tema espinhoso no Parque São Jorge, a operação Lava Jato coloca neste momento o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) sob pressão no Corinthians. O UOL apurou que conselheiros oposicionistas se articulam para exigir o afastamento dele do cargo de diretor de relações institucionais e internacionais. Isso pelo menos até ser concluída investigação sobre afirmações feitas por delatores ligados à Odebrecht.

Cândido é acusado de ter recebido da construtora, por meio de caixa 2, doação de R$ 50 mil para sua campanha a deputado federal. A empresa teria interesse na ajuda dele em questões relativas ao financiamento para a construção da Arena Corinthians. O político nega ter cometido irregularidades.

Entre os que querem o afastamento de Cândido estão ex-apoiadores de Andrés Sanchez, presidente corintiano e responsável pela nomeação de seu colega de partido para a vaga na direção.

Os descontentes pregam a moralização no Corinthians. Eles afirmam que Cândido não pode representar o alvinegro enquanto o caso não for esclarecido. Alegam também que o fato de as denúncias envolverem o estádio corintiano, ponto sensível na agremiação, agravam a situação.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o diretor e deputado afirmou conhecer o assunto mas o considerar irrelevante.

As declarações constam do inquérito registrado no STF (Supremo Tribunal Federal) sob o número 4448.  Em setembro, o órgão decidiu enviar o caso para uma vara federal de São Paulo já que os atos teriam sido praticados antes do início do mandato de Cândido como deputado. A investigação trata de supostas práticas de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

De acordo com o inquérito, Cândido, ex-dirigente da CBF, foi citado em depoimentos dos executivos Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa Silva Júnior.

Os autos registram que Alexandrino declarou que, por já conhecer Cândido e saber de sua ligação com o futebol, o procurou em 2010 para tratar de assuntos relativos ao projeto de financiamento para a construção da Arena Corinthians. Na ocasião, o petista ainda não era diretor do clube.

O delator disse que recebeu pedido do político de doação para a sua campanha a deputado.

“Vicente Cândido nos ajudou bastante a buscar uma solução para a questão do financiamento do estádio pela prefeitura de São Paulo, tendo inclusive ido falar pessoalmente com o prefeito Fernando Haddad em nosso favor”, aponta outro trecho do relato sobre o depoimento de Alexandrino.

Por sua vez, Benedicto afirmou às autoridades que autorizou a doação de R$ 50 mil para o petista, por meio de caixa 2, sob o argumento de “disposição para defender os interesses da companhia”.

Conforme dados da investigação, Paschoal teria ficado encarregado do repasse em duas parcelas de R$ 25 mil nos dias 2 e 30 de setembro de 2010.

Em seu depoimento, o responsável pela alegada doação afirma que Cândido chegou a reclamar do valor e pediu uma quantia maior.

Ouvido na sede da Polícia Federal em Brasília, em 31 de maio do ano passado, o agora dirigente corintiano declarou que antes das eleições de 2010 Alexandrino o informou que ele estava entre os candidatos para os quais a Odebrecht pretendia fazer doações. E que na ocasião respondeu que não aceita contribuições por meio de caixa 2, exigindo eventual repasse de forma legal. Afirmou que as demais tratativas foram conduzidas pelo tesoureiro de sua campanha.

Segundo o relato, a construtora ficou de doar R$ 50 mil por meio de uma das empresas do grupo econômico da Odebrecht, mas o petista não se recorda se a doação foi feita. Alega que não consegue identificar se nas doações repassadas por meio de seu partido está alguma quantia originária de empresa ligada à Odebrecht. E que na sua prestação de contas não identificou doadoras vinculadas à construtora.

Cândido disse ainda que não recebeu pedido para compensar a doação. Ele também afirmou que nunca tratou com os prefeitos Gilberto Kassab e Haddad sobre o financiamento relativo à Arena Corinthians.

O deputado ressaltou que sempre defendeu o Morumbi como palco de abertura da Copa do Mundo de 2014, tendo organizado um seminário com esse objetivo. Assim, segundo ele, não faria sentido atuar em favor do estádio alvinegro.

Cândido registrou que assistiu aos vídeos com os depoimentos dos delatores e que não viu indicação de que houve contrapartida pela doação eleitoral. Por fim, repudiou “veementemente” acusação do Ministério Público Federal (MPF) sobre prática de corrupção ativa e passiva.

Os delatores forneceram planilhas com codinomes de políticos que teriam recebido doações. Segundo eles, o recebedor de verbas apelidado de Palmas é Cândido.

Andrés Sanchez, que como presidente corintiano tem poder para afastar da diretoria seu colega no PT, é apontado no material produzido pelo MPF como apelidado pelos executivos de “Timão”.

Lista que faz parte da investigação indica Sanchez como suposto destinatário de pelo menos R$ 2 milhões (dois repasses de R$ 500 mil e dois de R$ 1 milhão) da Odebrecht por meio de caixa 2 para sua campanha a deputado em 2014.

André Luiz de Oliveira, atualmente diretor administrativo do Corinthians, é indicado pela acusação como intermediário responsável por receber o dinheiro. Em 2016, Oliveira chegou a ser alvo de condução coercitiva em uma das fases da Lava Jato.

Andrés e André negam terem praticado irregularidades. À “Folha de S. Paulo”, o presidente corintiano sustentou no ano passado que não recebeu recursos  da construtora para sua campanha.

 

Diretor da CBF que é colega de Andrés no PT ganha espaço no Corinthians

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Numa tacada só, Andrés Sanchez aumentou a representatividade do Corinthians na CBF e na Câmara dos Deputados. Pelo menos em tese. Isso por conta da nomeação do deputado federal Vicente Cândido, petista como o presidente alvinegro, para o cargo de diretor de relações institucionais e internacionais do clube.

O parlamentar ocupa diretoria semelhante na Confederação Brasileira. Ele é diretor de assuntos internacionais.

Cândido chegou à CBF por sua proximidade com Marco Polo Del Nero, presidente suspenso preventivamente pela Fifa por suspeita de envolvimento em casos de corrupção negados por ele. O deputado criou um escritório de advocacia com Del Nero nos tempos em que o cartola atuava na Federação Paulista de Futebol.

Em Brasília, o petista costuma representar os interesses de clubes e federações. Junto com Andrés e outros deputados, ele apresentou projeto de lei que pede o fim da obrigatoriedade de CND (Certidão Negativa de Débitos) para que as agremiações possam participar de competições nacionais. Também é pedida a revogação da necessidade de certificado de regularidade de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e comprovante de que a remuneração dos atletas está em dia.

Sanchez e Cândido são amigos de longa data e possuem boa relação na Câmara como membros do mesmo partido. Vale lembrar que Andrés ainda não cumpriu a promessa de se licenciar do cargo em Brasília feita durante sua campanha para voltar à presidência do clube.

 

Deputados cartolas fazem projeto de lei contra veto a times caloteiros

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Projeto de lei de autoria de deputados cartolas, entre outros, prevê que para disputar competições nacionais os clubes não precisarão mais apresentar documentos que combatiam clubes com dívidas fiscais e salariais. Ele determina o fim da exigência de CND (Certidão Negativa de Débitos), certificado de regularidade do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e comprovação do pagamento das remunerações dos atletas.

Assinam a proposta como autores Vicente Cândido (PT-SP), diretor de assuntos internacionais da CBF, Marcus Vicente (PP-ES), vice-presidente da CBF, Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians, José Rocha (PR-BA) e Rogério Marinho (PSDB-RN). Os dois últimos têm bom trânsito entre os dirigentes.

As medidas contra times caloteiros foram incluídas em 2015 no Estatuto do Torcedor por meio da lei 13.155, conhecida como Profut, o programa que refinanciou os débitos fiscais dos clubes. Porém, a exigência começa a valer a partir do ano que vem.

A apresentação do novo projeto aconteceu no último dia 28. Agora ele aguarda despacho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para seguir seu curso.

“Cinco deputados assinam o projeto, mas é uma iniciativa de clubes, federações e da CBF. Houve muito debate para chegarmos a essa conclusão. Não poder disputar as competições sem as certidões é uma punição muito rígida. O clube não vai poder jogar nenhuma divisão e terá que fechar as portas. É o mesmo que obrigar um empresário que tem dívidas a encerrar as atividades de sua empresa”, afirmou Cândido ao blog.

O argumento é semelhante ao usado na justificativa do projeto. “Lá atrás, eu defendia até a perda de pontos, mas evoluímos para esse modelo depois de muito debate e vendo o que é feito em outros países. O que é conquistado dentro de campo deve prevalecer”, completou o deputado e diretor da CBF.

Outra justificativa é de que a lei fere a autonomia das entidades esportivas de definirem os critérios para a organização de suas competições. Há uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que discute a constitucionalidade da exigência.

Apesar de o texto do projeto excluir o trecho que falava da obrigatoriedade de comprovação de pagamento de remunerações dos atletas em dia, Cândido declarou não se lembrar de esta determinação ser excluída na mudança. Já o deputado José Rocha afirmou que precisa fazer uma consulta, pois não se lembrava de ter assinado o projeto.

A mesma proposta pede mudanças na legislação que deixarão mais claros os critérios de definição de clube formador, que são os que têm direito ao mecanismo de solidariedade da Fifa, responsável por reservar 5% dos valores envolvidos nas vendas de jogadores às agremiações envolvidas em sua formação.

Veja o que quatro conselheiros do Corinthians têm a ver com a Lava Jato

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Entre os mais de 250 conselheiros do Corinthians, quatro têm alguma relação com a operação Lava Jato. A situação é reflexo da aproximação do clube com o PT, que começou ainda na administração Alberto Dualib. Claro que isso não significa suspeita de atos irregulares por parte do clube. Veja abaixo quem são os quatro conselheiros.

Lula – Alvo mais ilustre da Lava Jato, ele foi indicado para ser conselheiro vitalício quando ainda era presidente da República, em 2003. Na ocasião, o presidente do clube (Alberto Dualib) podia indicar quem ocuparia o cargo. Não havia votação como hoje. O petista foi importante para convencer a Odebrecht a construir o estádio corintiano, como ele mesmo chegou a admitir em discurso no Parque São Jorge. Mas, desde que foi nomeado, nunca compareceu a uma reunião do Conselho Deliberativo. A informação é confirmada por Guilherme Gonçalves Strenger atual presidente do órgão. Conselheiros vitalícios podem perder o cargo se faltarem a cinco sessões seguidas ou a dez alternadas sem apresentar justificativas. Strenger não soube dizer se todas as ausências de Lula foram justificadas.

Luiz Paulo Teixeira Ferreira – Deputado federal pelo PT, Paulo Teixeira acompanhou Lula como testemunha no depoimento do ex-presidente à Polícia Federal após condução coercitiva. Ele também aparece no processo como testemunha do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto. Segundo o “Blog do Josias”, Teixeira precisou explicar ao juiz Sérgio Moro como um repasse de R$ 190 mil feito pela empreiteira Enegevix parou na contabilidade de sua campanha em 2014. Ele afirmou se tratar de um engano. Teixeira também se tornou um dos principais críticos da Lava Jato. Segundo colegas de conselho, ele costuma comparecer às reuniões do órgão no Corinthians, para o qual foi indicado com vitalício.

Vicente Cândido – Também, deputado federal pelo PT, ele foi eleito para um período de três anos como conselheiro em 2014, quando Mário Gobbi venceu a eleição para presidente. O político entrou na chapa principalmente pelo bom relacionamento com Andrés Sanchez e por seu trânsito em Brasília. Na ocasião, ele era relator da lei geral da Copa. Em 2014, a “Folha de S.Paulo” publicou que o nome dele aparecia em relatório da Lava Jato por causa de uma declaração do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens do escândalo de corrupção. Ele teria afirmado que, a seu pedido, um executivo esteve com Cândido em São Bernardo em busca de recursos, mas não obteve êxito. Na ocasião, o deputado disse ao jornal ter conhecido o doleiro numa viagem para Cuba, mas afirmou não se lembrar de ter encontrado com um emissário dele. No clube, Vicente costuma participar das reuniões do Conselho. No final de 2015, ele foi destaque do site oficial do Corinthians por entregar uma camisa do time ao presidente do Banco Industrial e Comercial da China, apresentado na nota como o maior banco do mundo.

André Luiz Oliveira, o André Negão – Vice-presidente do Corinthians foi alvo de uma condução coercitiva para explicar à polícia porque seus endereço e telefone apareciam numa suposta planilha de pagamentos de propina da Odebrecht, que construiu o estádio corintiano,  sob a alcunha de Timão. O valor registrado era de R$ 500 mil. Ele acabou detido por algumas horas por ter em casa duas armas irregulares. André não tem ligação umbilical com o PT, mas atuou na linha de frente da campanha de Andrés Sanchez a deputado federal e hoje trabalha no gabinete dele em São Paulo. O dirigente nega ter recebido propina. Seu sonho é ser o primeiro presidente negro do Corinthians.

 

Cartolas estão em alerta após investigação da PF citar sócio de Del Nero

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A cartolagem do futebol brasileiro acompanha com atenção o desenrolar das investigações da Polícia Federal sobre o suposto envolvimento de parlamentares do PT com o doleiro Alberto Youssef, preso sob acusação de lavagem de dinheiro.

O sinal de alerta foi ligado porque relatórios da PF citam contato que o doleiro teria tido com o deputado petista Vicente Cândido, sócio de Marco Polo Del Nero, conforme mostraram a revista “Veja”e o jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo a “Folha“, relatório da PF mostra uma declaração de Youssef afirmando que, a seu pedido, um executivo esteve com Cândido, em São Bernardo, em busca de recursos, mas não obteve sucesso. Ao jornal, Cândido disse ter conhecido o doleiro numa viagem a Cuba.Porém, não se lembra de ter encontrado um emissário dele no ABC.

Os cartolas que demonstram estarem mais atentos ao caso são os que não fazem parte das cúpulas da CBF e da FPF. Eles acompanham os desdobramentos das investigações de olho nos efeitos que elas podem provocar no alto comando do futebol brasileiro.

O caso já fez um deputado, André Vargas, pedir licença por 60 dias, reunciar à vice-presidência da Câmara e se desfiliar do PT. Se Cândido sair chamuscado, Del Nero, seu sócio num escritório de advocacia, perde um quadro no Congresso Nacional. O deputado despontou como um dos principais defensores dos clubes em Brasília, o que ajudou Del Nero, eleito para presidir a CBF a partir do ano que vem, a se fortalecer junto a dirigentes de outros Estados.

Cândido se aproximou dos cartolas de clubes e federações tentando emplacar o Proforte, lei pela qual os times pagariam 90% de suas dívidas fiscais com ações voltadas para a formação de atletas.

Mas o Proforte foi desfigurado ao ser relatado por Otávio Leite (PSDB-RJ). Ficou menos adoçado para os dirigentes. O novo formato prevê o pagamento da dívida integral e a criação de uma taxa de 5% do dinheiro arrecadado pela CBF com patrocínios para ser usada na formação de atletas em escolas públicas. A reunião da Comissão Especial da Câmara que decidiria nesta terça se encaminharia o projeto ao plenário não aconteceu por falta de quórum. Cândido ainda luta por um modelo que interesse mais aos clubes e sem a mordida no dinheiro da CBF. Perder prestígio agora por causa do caso envolvendo Yousseff seria péssimo para essa empreitada.

O doleiro é acusado de um esquema de lavagem dinheiro que pode ter movimentado R$ 10 bilhões.

Por sua vez, Cândido, além de sócio de Del Nero, é um dos vice-presidentes da Federação Paulista. E nos últimos anos aumentou sua participação no futebol nacional. Ele atuou na relatoria da Lei Geral da Copa, encontrou dirigentes para discutir o Proforte e, recentemente, participou da entrega de medalhas ao campeão paulista, o Ituano. O deputado chegou a ser cotado para suceder Del Nero na presidência da FPF, mas a possibilidade não se concretizou.

Deputado articula ação do Governo para equilibrar divisão de dinheiro da TV

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A discussão sobre a disparidade na divisão do dinheiro da TV entre os clubes chegou ao Congresso Nacional. O deputado Vicente Cândido (PT-SP), vice da Federação Paulista e conselheiro do Corinthians, articula para que o Governo Federal atue em busca de mais equilíbrio na distribuição das cotas pagas pela Globo para transmitir os campeonatos.

Ele defende que seja menor a diferença entre o que recebem os mais bem pagos e os demais. O objetivo é evitar que a disputa dos títulos fique concentrada em poucos times. Na Série A, Corinthians e Flamengo são os que ganham mais.

São dois caminhos sugeridos pelo deputado. O mais suave é ter o Ministério do Esporte como mediador de um pacto entre clubes e a Globo (ou outras emissoras que comprem os direitos). Com a ajuda do Governo Federal seria definida uma fórmula de divisão mais equilibrada.

A opção mais difícil de ser viabilizada é tentar aprovar um projeto de lei que defina critérios para a distribuição do dinheiro. “Imagino que até a Globo esteja incomodada com essa distorção. Não interessa para ela ter o Corinthians como único grande de São Paulo, por exemplo. Talvez seja difícil para a Globo fazer essa mudança, e é papel do governo discutir isso.  Vamos arbitrar uma solução. O futebol permite o debate entre estatal e privado. A dinâmica da discussão vai dizer se isso deve ser feito por meio de um projeto de lei ou não”, disse Cândido ao blog.

Por sua vez, o Ministério do Esporte não tem uma posição formal sobre o tema. Porém, o secretário  nacional de futebol e defesa do torcedor, Toninho Nascimento, admite receio de que  dois clubes fiquem muito mais fortes que os demais, como Barcelona e Real Madrid na Espanha.

“Há uma certa preocupação com o risco de ‘espanholização’ do Campeonato Brasileiro. Tenho discutido isso com os clubes. Existem alguns modelos mais equilibrados usados no exterior que poderiam ser adotados aqui. Como o Inglês em que 25% do dinheiro da TV depende da importância do time, 25% do resultado esportivo e 50% são iguais para todos”, afirmou o secretário.

Procurada, a assessoria de imprensa da Globo não respondeu ao blog até a publicação deste post.

Deputado fala em receita anual de R$ 1 bi para clubes com lei polêmica

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Saiba como o deputado Vicente Cândido (PT-SP), vice da Federação Paulista, defende o Proforte. O polêmico projeto de lei permite que os clubes paguem apenas 10% do que devem para a União.  Em contrapartida, precisam investir os 90% restantes na formação de atletas de esportes olímpicos, como o futebol.  A dívida das agremiações é avaliada em mais de R$ 3 bilhões. Leia abaixo os principais trechos de entrevista com deputado.

Anistia aos devedores

Anistia é mentira jurídica, não é perdão de dívida. Os clubes vão aplicar 90% do valor que devem na formação de atletas de esportes olímpicos, então não é anistia. Já teve anistia para o setor privado que não rendeu tanta manchete. O clube Pinheiros tinha o maior número de atletas entre os brasileiros na última Olimpíada. O Estado precisa assumir isso. Mas enquanto não assume essa responsabilidade, deixa o Estado fomentar o esporte. Nada mais justo do que eu pegar essa dívida e dar pra você aplicar na sua finalidade, suprindo o que o Estado não está conseguindo fazer.

 

Os motivos para os dirigentes merecerem mais uma ajuda

Às vezes a mídia trata o esporte brasileiro como único setor mal administrado do Brasil, mas não é verdade. O setor aéreo está quebrado, e o governo está ajudando. O setor do etanol está quebrado, e o governo está ajudando. O Brasil está mudando, e o futebol brasileiro também. Por exemplo, não existe mais espaço para grande longevidade dos mandatos dos dirigentes. Haverá fiscalização na aplicação dos recursos. Devemos criar fundos municipais para fazer a fiscalização, que não ficaria concentrada no âmbito federal.

 

Receitas

A lei vai permitir a criação de três fundos: um com o dinheiro da dívida, outro com a Timemania e mais um com a raspadinha.  Do total devido, os clubes pagarão 10% e terão que investir 90% nos esportes olímpicos. Queremos incluir também o esporte educacional, além do paraolímpico. Estamos mudando a Timemania. Ela nasceu apanhando de todos os lados porque foi criada para pagar dívida. Agora não vai ser para pagar débito. O cara vai apostar sabendo que está ajudando a fomentar o esporte, não ajudando a pagar dívidas antigas. Ele vai participar mais. Também estamos negociando as raspadinhas. Elas são sucesso no mundo inteiro. Vamos envolver a sociedade, o cara vai comprar uma raspadinha sabendo que está ajudando um clube da região dele. Com essas três receitas juntas, entre o terceiro e o quinto ano podemos atingir uma receita de R$ 1 bilhão. Depois, com uma propaganda bem feita, acho factível termos uma arrecadação de R$ 1 bilhão por ano para os clubes.

Encontrado morto, magnata russo se relacionou com cúpula do futebol brasileiro

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Noite de sexta-feira agitada no luxuoso hotel Unique, em São Paulo, em 2006. Jornalistas tentam confirmar se a Interpol está lá para prender o magnata Boris Berezovski a pedido do governo russo.

Como se fosse porta-voz do suposto comandante da parceria MSI-Corinthians, o deputado petista Vicente Cândido diz que Boris já deixou o local. E explica que o russo havia entrado legalmente no país e que estava interessado em investir no Brasil. Entre outros negócios, queria comprar a Varig. O deputado apoiava o interesse.

Hoje, Cândido é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, sócio do poderoso Marco Polo Del Nero, e foi relator da Lei Geral da Copa. Ontem, Berezovski foi encontrado morto na banheira de seu apartamento em Londres. Mesma cidade em que recebeu importantes cartolas brasileiros nos últimos anos.

Esses encontros, bem como o episódio no hotel paulistano, mostram que se estendiam além da parceria com o Corinthians as relações do russo, acusado de diversos crimes em seu país, com o futebol brasileiro.

Em 2007, por exemplo, Boris se encontrou em Londres com Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, que estavam na cidade para o amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, então comandada por Felipão.

Protógenes, que investigou Kia, lançou informativo na FPF de Del Nero, que advogou para o iraniano

Del Nero, já havia advogado para Kia Joorabchian, que segundo o Ministério Público trabalhava para Boris na MSI. O MP se apoiou em investigações da equipe do então delegado Protógenes Queiroz. Hoje, ele é deputado federal e tem as portas abertas na Federação Paulista, onde lançou um livro e, na última quinta, um boletim informativo.

Página no Facebook com homenagem a Boris

A morte de Boris teve reflexo imediato entre cartolas brasileiros que conheceram o russo. Desenterraram histórias como o hábito de levar suas próprias comida e bebida em restaurantes caros de Londres com medo de ser envenenado.

No Corinthians, a morte de Boris reabriu a ferida provocada pela MSI. O conselheiro e delegado Romeu Tuma Júnior disse que voltará a cobrar no Conselho Deliberativo o distrato formal da parceria. Quando houve o rompimento, os advogados corintianos afirmaram que não havia necessidade de um distrato porque a parceira havia descumprido o contrato,.

“Quando falei que o clube não poderia se unir a essas pessoas, fiz isso por conhecimento técnico. Gente do Governo Federal que tinha interesse na presença do Boris no Brasil tentou decretar minha morte moral. Agora, só espero que não façam um minuto de silêncio na reunião do Conselho Deliberativo, na próxima segunda, em homenagem ao Boris.”, disse Romeu.

Nas redes sociais, a morte do russo gerou até piada. O dono de um perfil no Facebook  que diz ser Kia Joorabcchian postou: “Chupa MP, agora ir pegar seu depoimento no centro espírita”.

Corinthians pede para Governo Federal acelerar “lei do calote”

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Ao ler o Blog do José Cruz fui parar no site de Vicente Cândido (PT-SP). Dei de cara com uma relevante informação sobre o presidente corintiano e o Proforte, projeto de lei de autoria do deputado petista, que pede o perdão de dívidas dos clubes com a União. O débito é calculado em cerca de R$ 5 bilhões.

Diz trecho de reportagem na página do político: “…Mário Gobbi, que fez um apelo ao ministro do Esporte para que seja instituída uma Medida Provisória a fim de acelerar a implementação da lei”.

Assim, o Corinthians demonstra ser um dos clubes com mais pressa para receber o perdão governamental. A iniciativa de Gobbi destoa de um clube que se gaba de ter a maior receita do país em seu setor. E de ser autossuficiente graças à sua torcida. Mas combina com quem conta com a ajuda do Estado para ter o seu estádio.

De acordo com o site de Cândido, Gobbi justifica  apoio à ideia com o seguinte argumento: “Na verdade é um projeto que faz o clube dar prioridade à formação de atletas olímpicos. O objetivo é o fortalecimento dos esportes olímpicos através dos clubes de futebol, que já têm estrutura formada”.

Em troca do perdão, os times teriam que investir em modalidades que fazem parte das Olimpíadas.