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Se enxerga, Mengão!

Leia o post original por Rica Perrone

Se o Real Madrid pudesse ter algo que não tem, escolheria fazer os jogadores que compra. Seria mais lucrativo, criariam um padrão desde a base e se tornariam ainda mais fortes. Os clubes brasileiros compram a megalomania da torcida e entendem burramente a necessidade de um ou dois grandes reforços para movimentar o mercado. As…

Nasceu!

Leia o post original por Rica Perrone

O parto é um momento especial. Talvez aquela criança que pela primeira vez chora e dá as caras nem se torne o homem ou a mulher que você espera. Talvez mesmo sob sua boa educação algo dê errado pelo caminho.

Mas naquele momento em que ele nasce, não tem passado, certeza de futuro, nada. Apenas a certeza de que diante dos seus olhos uma nova história começou a ser escrita.

É belíssimo. Enche a vida de esperança, renova a fé, te causa algo bom mesmo que você não tenha nada a ver com aquela criança.

Durante toda a “gravidez” se dizia que o garoto era “bão”.  Fila de adoção, pai orgulhoso fazendo planos, mãe cheia de cuidados.  Lá vem ele.

E nada.

Ainda que dentro dos 9 meses, a ansiedade era tamanha que o garoto já nasceria cobrado. Mas nasceria.

Em 14 de março de 2018, por volta das 23 horas, veio ao mundo Vinicius Junior.  Como esperado, nasceu gigante. Como prometido, perfeito.  Como mimado que foi, confiante.

Lá fora a família alucinada já fazia planos.  “Será cantor!”,  “Será médico!”.  E ele olhando, só olhando…

Moleque atrevido. Nasceu sorrindo ao invés de chorar. Cabeça erguida, olho no olho como quem diz “agora eu tô aqui. Calma Papai”.

Tá feito. Eu não sei o que ele será, quem ele será, quando será.  Mas nasceu.  Se era ver a cara do moleque que vocês queriam, aí está.

Perna fina, marrentinho, folgado, debochado e apaixonante.  Nasceu na hora que ninguém esperava, apos dar vários sustos e não aparecer.

É ou não é a cara do pai?

abs,
RicaPerrone

Separem o Paquetá do Vinicius Jr.

Leia o post original por Rica Perrone

Rubro-negro, a euforia é grande, são dois meninos diferenciados, mas não são uma dupla, nem mesmo competem entre si por um lugar ao sol.  Há sol para ambos.

Toda vez que alguém cita o bom futebol do Paquetá imediatamente usa-se a segunda frase para compara-lo ao Vinicius, ou para dizer que “o bom é ele”, como se fosse uma possibilidade limitada a um deles apenas saber jogar futebol.

São dois jogadores absolutamente diferentes. E também diferenciados. Um deles é o perfil de garoto europeu, o outro o perfil brasileiro. Mas tem coisa nessa história que precisa ser dita.

Paquetá tem 20 anos. O Vinicius 17.  O Paquetá fez a base e chegou no profissional conforme planejado. O Vinicius quando fez 17 anos nem estreou pelo Flamengo se tornou um garoto rico e com um peso absurdo nas costas de ser o “novo alguma coisa”.

Ganso já foi “melhor que o Neymar”, lembra? Na real ele era só mais velho e pronto.  O Paquetá é um jogador de time coletivo, intenso, moderno. O Vinicius é craque.

Os dois são importantíssimos, valem muito, imagino ambos com muito sucesso. Mas o fato do Paquetá estar bem aos 20 não tem nenhuma relação com o Vinicius não ser, ainda, o craque que se espera dele. E portanto um não precisa vir acompanhado do outro quando avaliados, criticados ou elogiados.

O Paquetá é o meia que a Alemanha queria. O Vinicius é o jogador que todo mundo quer.

O futebol funciona mais e garante mais resultados nos pés de um Paquetá. Mas ele encanta nos pés do Vinicius.

O Flamengo fez dois moleques de ouro. E ao contrário de uma competição qualquer, não precisa dar a “prata” pra um deles, menos ainda procurar uma forma de menosprezar um deles pra gostar mais do outro.

A diferença entre eles é que o Paquetá está pronto para, numa hipótese, ser só bom. O Vinicius tem que ser gênio. Então hoje é mais fácil ser Paquetá. O que não significa que seja melhor do que ser Vinicius.

abs,
RicaPerrone

O chororô é o menor dos problemas

Leia o post original por Rica Perrone

O Botafogo tem dois problemas graves: um é dinheiro, o outro a mentalidade de time pequeno, coisa que não é.  A primeira se resolve buscando mais formas de receita, a segunda não se resolve tão fácil.

Quando a segunda impede a primeira, o Botafogo tem mais um problema: a burrice.

Não alugar o estádio pra final é rejeitar receita. Motivo? Dizer pra torcida que embora eu tenha hoje um time ruim, um planejamento que deu errado em 1 mes e uma perspectiva terrível, vou rejeitar dinheiro pra investir em melhorias pra ser torcedor e fazer birra.

Ou pior: pra me fazer de vítima por uma piada.

Ninguém do Flamengo meteu a mão no orgao genial e mostrou pra torcida rival. Apenas fez um simbolo de “choro”. Uma gozação, parte fundamental do futebol.

Então o Botafogo usa tal situação para, ao invés de revidar na primeira vitória sobre o rival, perder mais dinheiro e se firmar como o clube chorão que está publicamente assumindo o choro por uma brincadeira de aceitação popular enorme por parte das demais torcidas.

O que você quer, Fogão? Que não te sacaneiem porque você é “café com leite”, ou ser o grandão que sacaneia, ganha o jogo seguinte e revida?

Cadê o time que tomou a rebolada e meteu a bunda na cara da torcida do Vasco 1 semana depois com Gonçalves?

Achei que o problema fosse apenas ambição. Noto que também é noção. E pior: do próprio tamanho.

abs,
RicaPerrone

O lance do jogo

Leia o post original por Rica Perrone

Botafogo e Flamengo fizeram um jogo movimentado.  Mas não muito bom.  Os dois times sem os articuladores, um deles mais cansado, nada muito imprevisível.  Mas algo nos 90 minutos sem gols me chamou muito atenção. O menino tem 16 anos e é avaliado todo dia por “novo Negueba” ou “novo Neymar”.  Deve ser um inferno. …