Arquivo da categoria: violência

Entre o real e o manual

Leia o post original por Rica Perrone

Eu adoro a frase “nada justifica a violência”.  Ela é linda, midiática, correta, mas absolutamente hipócrita. Qualquer ser humano tem seu limite e quando atingido perde a razão. Perde-la é parte do jogo, inclusive do seu que eventualmente esteja lendo aqui com seu cabelo grande, barba por fazer, feliz pelo Lula e falando em amor…

Mídia segue o mico de tentar conscientizar bandido

Leia o post original por Rica Perrone

Mais uma vez marginais usaram o pretexto do futebol para brigar e destruir coisas num estádio.  Universo paralelo as leis do país, ninguém será punido individualmente porque para a polícia e para a mídia “a torcida do ….”  é que brigou. Enquanto não individualizarem os marginais e punirem será sempre rotulado como “a torcida do…” …

Não serve pra nada

Leia o post original por Rica Perrone

É midiático, mera ação do marketing dos clubes para agradar a imprensa, aparecer e ficar bem internamente. As ações “promovendo paz” entre clubes rivais as véspera de um jogo não servem pra absolutamente nada, não agregam nada e são oportunistas. Explico. Quem briga em 100% dos casos é torcida organizada. As brigas jamais partiram de…

Chato, divertido e…deveria ser só isso

Leia o post original por Rica Perrone

Discutir o D’Alessandro como jogador é uma bobagem. Joga muito, jogou muito, tem títulos e 10 anos de Internacional. É um grande ídolo e merece toda paixão colorada que o acompanha.

Não tenho qualquer expectativa de critica-lo e não se ofendido por todos os lados. Ídolos não erram, e quando erram, o errado é quem notou e não ele.

D’Ale tem uma característica que eu gosto e dou risada.  Ele briga, arruma confusão, tem um metro de altura e se acha enorme. Eu acho divertido o jeitão dele de tomar conta do cenário como se fosse um torcedor revoltado com qualquer motivo, tenha ele razão ou não.

“Ah todo mundo queria um cara como ele no seu clube”.  Sim, sim. Ele tem um perfil que o torcedor adora.  Ele “briga”como um torcedor brigaria. Então certo ou errado a gente adora.

Mas aí vem a parte que não dá pra curtir, porque se os arbitros não fossem tão bonzinhos com ele, convenhamos, ele jogaria 2 e folgaria uma suspenso.  Todo jogo ele apita, todo jogo ele arruma confusão, e não tem sido incomum ele agredir adversários.

Quando ele faz isso, torcedor, e você naturalmente vibra porque está no calor do jogo, ele está colocando em risco o jogo que vem e o atual. Ele pode ser expulso se o juiz ver. Nos últimos 2 jogos ele deu em 2 jogadores. Ambos mais novos, óbvio que não por acaso.

Todo folgado sabe até onde pode ir. O D’Alessandro jamais irá pra cima do Felipe Mello, do Geromel ou do Guerrero. Ele vai no Paquetá, no Luan, no menino da Chape, no lateral que tá começando, ou quando tem um puta tumulto em volta dele e sabe que haverá turma do deixa disso suficiente pra evitar a briga.

Ele não é burro. Se ele brigar, ele apanha de 90% dos caras que ele peita. Quase todos são bem maiores que ele, além de mais jovens.

O problema do D’Alessandro não é ser esquentado, apitar jogo, nada disso. Tudo isso é jeito de ser, só me diverte. Mas os soquinhos na cara, mão na garganta, tapa escondido… aí é coisa de argentino. E até onde sei, não aplaudimos métodos de um futebol rival e derrotado.

D’alessandro pode ser divertido e chato. Violento, não. Se você, colorado ou não, acha maneiro que ele dê um soco na cara do Paquetá porque tomou um chapéu… ok. Sem problemas. O Kleber Gladiador ganha um salário alto até hoje porque existe gente como você.

De alguma maneira, sinta-se bem por sustentar uma categoria de jogador de organizada. O cara que tá lá sem se importar com o cartão, o grupo ou o jogo. Desde que saia nos braços da organizada porque “briga pra caralho”.

abs,
RicaPerrone

Punir o clube é punir o futebol

Leia o post original por Rica Perrone

Eu nunca entendi bem a relação segurança/clube no futebol.  O clube é responsável pelo jogo mas a segurança é feita pela polícia, logo, não é dele. E embora ele seja o organizador, a parte fundamental de logística de segurança ele não determina.

Então de quem cobrar?

Vou usar exemplos simples:  Quando o Grêmio é expulso da Copa do Brasil por racismo, comete-se um erro brutal.  Se dá o poder a 20 elementos de eliminar o sonho de milhões e o trabalho honesto de um clube, grupo, elenco, diretoria, etc.  Se há o vídeo, se há como saber de onde partiu, porque eliminar 3 milhões de torcedores e não procurar os 20 ou 30 elementos?

“Pra dar exemplo”.

Que bosta de exemplo! Punimos todos porque somos incapazes de identificar e prender aqueles que todos nós sabemos quem são. Exemplo de incompetencia do estado. É o único que foi dado.

Quando acontece dentro do gramado, aí é um problema mais ligado a organização do evento. Ok. Vamos relevar problemas como Boca x River, por exemplo.  Até cabe a discussão de punir o clube.

Mas quem é que cuida da segurança de uma possível invasão ao estádio? A polícia, até onde sei. E então como você pune 30 milhões de pessoas porque 300 das quais sabemos de onde vem, que roupa usam, onde combinaram e até onde ficam na arquibancada, invadiram um local?

Até que página o Corinthians é responsável por um torcedor levar um sinalizador e soltar na Bolívia?

“Ah mas se punir o clube esses marginais vão ter que parar porque está prejudicando o time deles”.

Jura que vocês acham que esses caras tem algum critério de amor a clube que possa fazer dele um “não marginal”?  Essas regras são aplicadas há decadas. Se tira mando, torcida, pune, multa, elimina…. e?  Nada.

Porque diabos não se usa a primeira a simples opção: identifica uns 40, prende e não solta. Jogo seguinte, prende mais 5 que fizeram merda no estádio e não solta.  Quer ver como eles param rapidinho?

São como deputados. Roubam porque tem mil formas de escapar. O problema é social e atrelado a impunidade. Não a Flamengo, Vasco, Santos, Gremio… Eles só usam o futebol e a multidão para esconderem seus crimes.

Quando você dá uma punição esportiva a eles, você dá o direito de que 200 marginais representem e tomem de sequestro uma entidade esportiva que carrega milhões de pessoas de boa índole. É a vitória maior deles.

O que aconteceu é absurdo, lamentável, etc. Mas me diz: Como o clube poderia evitar que 300 marginais sem ingresso invadissem o Maracanã além de avisar a polícia que aconteceria?

Eu honestamente não entendo essa relação. São todos liberados, a polícia dá porrada pra todo lado sem o menor critério e tudo bem, os bandidos respondem em bando e ficam todos livres e o clube perde mandos.  Resolvido!

Mas que puta solução idiota.

E segue o enterro. Ou você acha que o futebol é capaz de se blindar de um problema social? Num estado em guerra, uma cidade onde há aplicativos para avisar onde tem tiroteio, a polícia mal recebe, os moradores de comunidade pedem ajuda a traficante e não a polícia por segurança, e você espera que o Maracanã esteja livre de invasão de marginais?

Meus caros, eles vão fazer mais 300 vezes até que a justiça os torne João, Pedro, Rogério, Marcos, e não mais “a torcida do….”.

Punir clube é punir a gente que ama futebol. E seja você um doente torcedor rival louco pra ver o Flamengo “se fuder”, não seja bobo, amanhã 30 marginais da sua organizada atiram uma pedra num dirigente e quem tá fora do campeonato é você.

Eles só mudam a camisa.  O que a justiça no Brasil não consegue entender é que eles USAM o futebol pra cometer crimes e não os cometem por serem amantes do futebol. Punir o futebol não atinge esses caras.

Mas atinge a nós, torcedores de bem.

abs,
RicaPerrone

Cuidado com a “culpa” dos dirigentes

Leia o post original por Rica Perrone

É mais um dia onde um enorme tumulto foi causado por uma organizada num estádio. E mais uma vez vemos debates vazios e pouco fundamentados sobre.  Um dos que mais gosto e me preocupa é a do “dirigente que dá o ingresso”.

Clube algum deveria ajudar esses caras, menos ainda facilitar ingressos. Mas clube é clube, dirigente é dirigente. Fulano, na figura de presidente ou seja lá o cargo que for, não vai ser o machão de ir na frente de uma gangue e dizer que ele é o cara que está dizendo não pra eles sozinho.

Esse cara tem filhos, mulher e cu, pra ser grosseiramente claro.

Se os clubes todos fecham numa de ninguém dá mais nada, com o Ministério Publico ajudando a proibir, vá lá. O cara pode dizer que tá proibido. Agora, esperar que um sujeito num cargo alto do clube peite um grupo de marginais que nem a polícia é capaz de segurar, é um pouco utópico.

Entre a realidade e a teoria há muita coisa. Uma delas é o bom senso.  É mole ir no dirigente e condená-lo por dar ingressos. O duro é perguntar qual dirigente tem coragem de dizer “não” pra um grupo terrorista que há 30 anos brinca com a polícia, a justiça e com os clubes que tomaram de assalto pelo medo.

Não individualize uma decisão que um homem só, de clube algum, tem tamanho pra tomar.

abs,
RicaPerrone

Futebol está muito pesado

Leia o post original por Flavio Prado

Foi muito triste tudo o que aconteceu na final da Copa Sul-Americana entre Flamengo e Independiente.

Nos dois jogos um clima de guerra que fugiu da disputa normal do futebol. Uma coisa é a competição e a rivalidade, outra bem diferente é invasão, vandalismo, violência e racismo, todos esses fatores em algum momento apareceram nesta final de um campeonato de futebol.

No ano passado, infelizmente a final da mesma Copa Sul-Americana não foi realizada por causa da tragédia com a Chapecoense. O clima de comoção tomou conta do futebol, o povo colombiano foi solidário, mas muitos discursos que ouvimos no ano passado foram esquecidos neste ano.

O esporte é competição, disputa, mas também é diversão, entretenimento, lazer e é capaz sim de mostrar exemplos de solidariedade, superação e outras coisas  positivas, mas o futebol está muito pesado. O que aconteceu na final da Sul-Americana 2017 foi apenas mais um exemplo de como as pessoas estão tratando o esporte.

Invasões em centro de treinamento, pressão em aeroporto, ônibus apedrejado em chegada e saída de estádios são fatos comuns e corriqueiros no futebol brasileiro e infelizmente são tratados com normalidade. Passou da hora de discutir seriamente a forma como futebol é tratado no Brasil, mesmo em situações mais leves como a pressão enorme pelo resultado a qualquer custo. Pode não parecer, mas tudo isso contribui para tornar o ambiente pesado e hostil e não precisa ser assim.

Sobe pra ver

Leia o post original por Rica Perrone

Eu sou jornalista, embora tenha vergonha de dizer e a exata noção de que não o pratico bem.  Não estou atrás da verdade, mas sim da paixão. Não busco furo, busco histórias fodas pra contar.  Torço, não sou isento, não quero fuder o entrevistado e nem mesmo aplaudir o adversário se ele for merecedor.

Não tenho amor pela profissão. Tenho amor pelo futebol. E se você ama jornalismo mais que futebol, você é meio bobo. Mas ser bobo não é crime. Então relaxa aí.

Quando eu não tiro minha carteirinha de imprensa para pagar ingressos e viajar com torcida é pela escolha simples de nunca deixar de ser um deles.  Pois quando deixo, meto um terno, ligo o ar e vou na TV dar aula do que já não sei mais o que é.

Eu vou pecar pelo exagero 300 vezes, outras 2 mil vezes pela paixão. Mas nunca vou cometer o absurdo que é tratar paixão com frieza ou tentar racionalizar futebol.  Não serei o porteiro da Disney avisando a criança que é um anão chinês dentro do Mickey. Deixa ele sonhar, caralho! Ele pagou pra isso.

Eu ouço todo dia que eu sou um fazedor de média com a torcida X ou Y.  São escolhas e a minha é simplesmente viver intensamente a paixão que tenho por futebol.  Então, se o Grêmio for a final da Libertadores, eu vou lá com eles e vou torcer junto. Talvez eu não esteja certo, mas com absoluta certeza eu volto de lá sabendo falar com o torcedor do Grêmio melhor do que quem ficou na cabine cagando regra.

Há quanto tempo você jornalista não paga ingresso pega fila e sobe lá? 10 anos? 20 anos? O que você ainda lembra de passar perrengue pelo seu time e tomar porrada sem saber de onde veio pra ver um jogo de futebol?  Tem “fortes emoções” no estúdio da TV?

Quantas viagens de onibus chegando num país diferente pela Libertadores você fez pra saber o que é? Quantas pedradas você levou?

É uma pica jogar fora do Brasil.  É pedrada, hostilidade, polícia jogando água, escolta mal feita pra deixar a gente apanhar, torcida encurralada, horas e horas presos no estádio.  E aqui, Arenas! Hoteis espetaculares em silêncio, translado 5 estrelas e nenhum perrengue.

Olha, meus caros. Existe uma diferença entre ser educado e o gordinho bobo “paga lanche” da escola.

Eduque o seu filho pra ser o “paga lanche”. Não tentem educar uma sociedade confundindo os bons modos com ser otário.  Talvez por serem otários vocês adorem tanto uma seleção que comprou uma Copa, nos dopou em outra e se neguem a torcer pra nossa por “isenção”.

Isso é ser otário.

Sem violência, mas com pressão e nenhuma simpatia. Porque é assim que somos tratados. Vocês, de terno, chegando de carro da emissora, não sabem o que é passar 1 hora tendo que se esconder nas cortinas pra não tomar uma pedra de 1 metro na cabeça.

Não desejo. Mas as vezes acho que vocês precisam.

O país das maravilhas que você vive não é o nosso, “Alice”.  Duvida? Então tira a credencial e sobe lá pra ver.

abs,
RicaPerrone

Parrapapapapapá papá papá…

Leia o post original por Rica Perrone

Oi. Aqui quem fala é o demônio da esquerda da semana. Como em alguns dias alguém me substituirá no cargo, eu vou ser rápido e aproveitar o “diálogo” pra dizer algumas coisinhas. Tuitei 2 coisas que chocaram a turma do mimimi essa semana. Uma que eu preferia que a polícia matasse traficante do que prendesse. …