Arquivo da categoria: Virada de Mesa

Aos milhões de não tricolores

Leia o post original por Rica Perrone

Hoje, 12 de novembro, é o “Dia do Fluminense”.  E exatamente por isso, em homenagem a este dia, gostaria de me dirigir a quem não é tricolor. Embora neguem até a morte, todo tricolor tem dentro de si um sentimento amargo de injustiça quando lhe rotulam como o “time que virou a mesa” do futebol […]

A “virada de mesa” não é do Vasco

Leia o post original por Rica Perrone

u fiz um post no meu facebook ha uns 2 ou 3 meses dizendo que havia uma possibilidade de mudança pro futebol brasileiro e que se isso acontecesse os rebaixados de 2015 poderiam não cair, em virtude da criação de uma liga e tal. Alertei na época que isso NÃO ERA uma criação do Vasco, que […]

Quase inevitável

Leia o post original por RicaPerrone

O que é tratado como virada de mesa, possibilidade de acordo ou salvação de times grandes na real pode ser a única saída da CBF/Clubes a interferência da justiça comum no futebol brasileiro.

Há um “acordo”  para que clubes não recorram a justiça comum em virtude dela ser conflitante com muitas regras do esporte. A FIFA repudia, as confederações concordam, os clubes tem esse acordo.

A Lusa não vai entrar na justiça comum. Mas alguns torcedores vão. E é quase óbvio que um juiz, seja onde for, dê uma liminar que possa “segurar” o Brasileirão 2014. O que seria uma tragédia para 40 clubes, tv, patrocinadores, torcedores, FIFA, CBF, alguns mil jogadores, entre outros envolvidos.

A CBF sabe disso, não é burra. E contra ela, várias emissoras que não tem direitos de transmissão fazem tudo pra incentivar tal postura.

Vai dar merda.

A única e mais prudente forma de evitar que o Brasileirão 2014 não seja interrompido diversas vezes é aceita-lo com 24 clubes num acordo bom pra todas as partes.

E neste caso, acredite: Quem terá virado a mesa terá sido o próprio torcedor ao acionar a justiça comum, não um dos clubes.

Mas é inevitável. Cada dia mais sem solução.

Não sou advogado, não entendo de leis. Mas sei do porque a FIFA pede que ninguém recorra a justiça comum em nenhum país do mundo. E sabendo disso, sei que liminares e decisões acontecerão a médio prazo, sem que seja suficiente para resolver tudo antes do campeonato começar.

E se começar, alguém dirá: “Calma lá! Mas eu não tive tempo de planejar minha série A/B!”, e volta a confusão toda.

Não tem fim.  Melou.

O Brasileirão 2014 vai acabar sendo com 24 clubes (e provável mata-mata) por falta de opção.

“Ah mas um Brasileirão com 24 clubes é contra o estatuto do torcedor também.”.

Sim, mas ai, com todos na série A, quem iria lá reclamar?

Aguardemos. Mas eu apostaria alto nisso.

abs,
RicaPerrone

A mesa não virou

Leia o post original por RicaPerrone

Separem bem as coisas.  Virar a mesa é mudar o regulamento após o resultado para inverter uma situação a favor deste ou daquele. Centenas de clubes já “viraram a mesa”, seja pra classificar pra quartas que eram semi, ou pra ter uma segunda chance.

O que houve hoje no STJD não é uma virada de mesa. É uma decisão no tapetão, no tribunal, fora do campo. Mas não uma virada de mesa.

Quem teve a oportunidade de ouvir as palavras dos advogados no tribunal pode notar que a defesa da Lusa era realmente muito frágil e sabia ter errado. Tanto que apelou pra outros pontos que não a regra em si.

Pois bem.

O Fluminense se beneficiou, não tenho dúvidas que existiu pressão política, nem que se fosse o Barueri ninguém diria nada.

Fato. Afinal, a Lusa é a Lusa, o Barueri é o Barueri e o Fluminense é o Fluminense.

Regras são regras. Moral, ética, justa, injusta…. outra coisa. Regras são regras.

E quando alguém pede que ela seja cumprida e consegue, pode-se chamar de tudo. Mas não de “virada de mesa”.

Não gostei. Queria que o Flu abrisse mão e jogasse a série B. Mas ele não vai fazer isso simplesmente porque NINGUÉM, nem você, faria se fosse com seu clube.

Hipocrisia a parte, vamos aos fatos.

A Portuguesa cometeu um dos erros mais estúpidos da história do futebol. E de fato, se dos ultimos 19 casos, 17 foram punidos desta forma e 2 tiveram diferentes interpretações por outros motivos, não dá pra chamar de “virada de mesa”.

E nem pra fazer de vítima a Lusa, que em 2002, lembremos, queria fazer o mesmo com o Flamengo.

Não foi a primeira. Nem será a última.  Se o Barcelona cair e tiver um erro do Getafe, ele pede no STDJ de lá e ganha.

O que não apaga a campanha ridícula do Fluminense e o FATO dele ter sido rebaixado em 2013.

O Flu não deixou de ter sido rebaixado. Deixou de cair. É diferente.

Abaixo, o que disse o advogado do Flu e que acho que seria interessante que todos ouvissem antes de repetir o que a tv fala pra deixar a maioria feliz.

abs,
RicaPerrone

Discussão vazia

Leia o post original por RicaPerrone

Muito se discute, argumenta, grita, defende, pondera, mas na real… é só clubismo.

Não conheço nem 3 torcedores do Flu que acham que o bom senso deve prevalecer acima da regra. Nem 3 torcedores rivais ao Flu que entendem que regra é regra.

Conheço centenas de pessoas que, como eu, lamentam o fim do Brasileirão e a óbvia intervenção política para rever uma condição de jogo.

Na regra, fora dela. Tanto faz. Faz uma semana que não se fala em outra coisa e a divisão é tão clara e vazia, que não tem a menor credibilidade.

Todos os tricolores preferem a regra ao bom senso. Todos os não tricolores preferem o bom senso a regra.

Mais simples do que isso:  São todos torcedores e querem rir do rival ou escaparem do rebaixamento.  Não tem mais nenhuma verdade além dessa.

Nem moral, ética, pensando no futuro do futebol, no passado recente, no que for. É uma discussão entre tricolores e não tricolores.

Porque não vou me opor ao Fluminense? Porque sei, sem cerimonia alguma, que TODOS os que hoje são radicalmente contra fariam uso da mesma tentativa caso fosse o seu time o interessado.

O problema não é a regra, a Lusa, nem a ética do “nosso futebol”. É apenas o rebaixamento ou não de um rival.

Fosse qualquer outro clube na situação do Fluminense, informado que há uma chance de reverter na justiça, também faria. E você, torcedor deste clube, repensaria a situação e diria bem alto: “Regras são regras!”

A Portuguesa se fez de coitadinha, vocação que aliás faz dela eternamente derrotada.  Mas então puxamos 2 tentativas de tapetão da própria Lusa onde seus diretores falavam em regra, doa a quem doer, etc. O que prova uma incrível vontade de se dar bem, foda-se a forma.

Eu gostaria de ver o Fluminense rebaixado porque foi assim que ele mereceu terminar o ano. Mas não posso mentir pra mim mesmo que se fosse com o meu time eu não estaria achando normal “cumprir a regra”.

Somos todos assim.  Torcedores até quando queremos parecer advogados.

Pouco me importa o que vai acontecer no tribunal hoje a tarde.  Já provamos, mais uma vez, que somos oportunistas, clubistas, incapazes de pensar num futebol melhor.  Aliás, mais do que isso: Somos apaixonados por um clube.  Não por futebol.

abs,
RicaPerrone

O Vasco choramingar vaga na elite é piada, né?

Leia o post original por Neto

Vascaíno pisa na cabeça de torcedor desacordado

Vascaíno pisa na cabeça de torcedor desacordado

Sempre demonstrei minha admiração pelo ídolo Roberto Dinamite, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Mas não dá pra negar que administrativamente ele e toda sua equipe tem deixado muito a desejar. Os caras em menos de cinco anos rebaixaram o Vasco em duas vezes. Isso não pode acontecer! Pra completar, além de cair vergonhosamente dentro do campo, os dirigentes estão insistindo em uma virada de mesa. É brincadeira?

Estão querendo anular a última partida alegando que deveria ser anulada por falta de segurança. Tudo bem que houve de fato um problema nesse sentido na Arena Joinville. Mas quando um não quer, dois não  brigam. A torcida cruz-maltina também partiu pra porrada nas arquibancadas. Aliás, foram eles que mais arrumaram confusões em jogos nesse Brasileiro. Se não me engano foram uns três ou quatro quebra-paus promovidos pelas organizadas do Vasco. E isso só pra se limitar àqueles que foram transmitidos ao vivo na TV.

Como diz o Dinamite abaixo, o Furacão tem até responsabilidade pelas cenas de violência. De repente merece sim uma punição. Mas isso nada tem a ver com o desempenho ridículo dos jogadores vascaínos. Acho que ao invés de reivindicar uma vaga que o clube não merece, a cartolagem deveria colocar o rabo entre as pernas e trabalhar firme e forte para fazer o Vasco voltar à elite do futebol do País. A vergonha pelo rebaixamento já deveria ter sido assimilada. É apenas resultado de muita incompetência.

Fluminense não tem culpa da incompetência lusitana

Leia o post original por Neto

Meia Héverton foi expulso contra o Bahia

Meia Héverton foi expulso contra o Bahia

Está todo mundo acusando o Fluminense por tentar mais uma vez virar a mesa. Ou seja, escapar do rebaixamento do Brasileirão através de maneira desonesta. Algo que aconteceu com certa frequência na década de 90. Mas posso falar a verdade? Dessa vez não é isso que está acontecendo. A grande realidade dos fatos é que a Portuguesa (leia-se seus advogados e dirigentes) errou feio em não perceber que o meia Héverton foi punido com dois jogos de suspensão pela expulsão diante do Bahia. Isso não foi cumprido. Portanto, falha que pode custar a vaga na Lusa na elite do futebol nacional.

Você internauta pode até questionar se é ético ou não o Flu ficar com essa vaga já que foi rebaixado dentro das quatro linhas. É de fato um baita desprestígio, pra dizer bem a verdade. Mas óbvio que quando a situação começou a ficar feia na tabela de classificação, alguém bateu para os dirigentes cariocas que tinha essa carta na manga. Quer dizer, se escapasse no campo o caso seria abafado. Como não escapou…. jogaram “M….” no ventilador.

Na minha concepção a Portuguesa merecia sim punição pela falha grave. E pelo histórico bairrista e protecionista da CBF com os clubes cariocas, é bem possível que isso aconteça. Uma pena que mais uma vez o futuro dos nossos clubes seja definido em tribunais. Vergonhoso!

Fluminense e Vasco querem virar a mesa. Mas o Brasil repudia o golpe

Leia o post original por Odir Cunha

Torcedores da Portuguesa, engrossados por aficionados de outros clubes, fizeram manifestação, hoje, na Avenida Paulista, contra a virada de mesa prometida pelo STJD na segunda-feira. Torcedores de todo o Brasil estão insatisfeitos com os rumos que o futebol brasileiro está tomando, novamente dominado pela política e pela corrupção, como nos tempos em que era manipulado pela ditadura militar.

O jornalista formado Fábio Rocco Sormani, da Rádio Jovem Pan, escreveu claríssimo artigo sobre o caso do anunciado tapetão contra a Portuguesa. Depois de lê-lo, os juízes do STJD só cometem o odioso tapetão se não se importarem de preservar o mínimo de credibilidade que ainda existe no nosso futebol. Leia com atenção e tire suas conclusões:

Contradição de ex-presidente do STJD e artigo do CBJD são aliados da Portuguesa

Por Fábio Rocco Sormani

No Esporte em Discussão desta quarta-feira, na Rádio Jovem Pan, debati com o ex-presidente do STJD Rubens Aprobatto Machado a questão Lusa/Héverton. Disse a Aprobatto que ninguém pode ser condenado por boca, como ele garantiu que acontece no STJD.

Segundo Aprobatto, ficou acordado no órgão que o fato de um clube ser representado por seu advogado ou pelo atleta, ele já está automaticamente ciente da punição. Eu discordei; e argumentei: ser condenado por boca pode gerar confusão, pois se o juiz diz que Fulano de Tal foi suspenso por “mais” um jogo, o advogado pode entender por “apenas” um jogo. E aí, como fica?

Por isso, disse a ele: tem que ser por escrito, tem que estar no papel, mostrando a decisão tomada pelo órgão, sob pena de equívocos na interpretação do resultado.

Foi então que Aprobatto, ao discordar, caiu em profunda contradição. Disse ele: “Por que tem que estar no papel? Onde está escrito isso?”

Viram a contradição? O próprio ex-presidente do STJD admite que se não está escrito, se não está no papel, não tem validade.

Quando digo papel, entenda-se também e-mail, internet ou o raio que o parta, como disse. O que quero dizer é que tem que estar documentado. E o resultado do julgamento de Héverton só foi documentado na segunda-feira. Portanto, Héverton tinha condições de jogo no domingo diante do Grêmio. A Lusa, portanto, tem que se apegar nisso.

E para corroborar ainda mais com o que digo, o artigo 43 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em seu artigo 2º diz com todas as letras: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”.

E foi o que aconteceu: o julgamento foi na sexta-feira e o dia seguinte era um sábado. Portanto, a punição começaria na segunda-feira.

Essa também é a opinião do advogado especialista em Direito Desportivo Gustavo Lopes Pires Souza Pires. Disse ele ao site “Última Instância”: “Muitos argumentarão que todos os clubes costumam cumprir (a pena) logo no jogo seguinte e não no primeiro dia útil após a decisão. Mas isso não quer dizer que a Portuguesa errou. De acordo com o próprio código (CBJD), o jogador poderia sim estar em campo no domingo”.

Portanto, minhas senhoras e meus senhores, se não houver marmelada, ou, se você preferir, se o julgamento não for de cartas marcadas, a Lusa não perde os pontos e consequentemente, não cai. A lei está do lado dela. No papel e no entendimento de juristas e até mesmo do ex-presidente do STJD.

Agora é o Corinthians que pode cair

Artigo publicado no Radar On Line, da revista Veja

Parece inacreditável, mas o Corinthians poderá ser rebaixado para a Série B na reta final do Brasileirão-tapetão 2013.

A queda pode ocorrer se o STJD confirmar o argumento da Portuguesa de que a comunicação da decisão do julgamento do atleta Héverton só contaria a partir da segunda-feira, 9, primeiro dia útil depois do julgamento.

E como o Corinthians entra nessa história? Simples: no jogo do clube contra a Portuguesa, em 29 de setembro, Emerson Sheik foi flagrado por câmeras dando uma cotovelada em Ferdinando, da Lusa. O jogador não foi expulso – portanto não cumpriu suspensão na partida seguinte, mas acabou denunciado no STJD.

No dia 18 de outubro, uma sexta feira, Sheik foi condenado com um jogo de suspensão, e não entrou em campo no dia 19, na partida contra o Criciúma. Na rodada seguinte, contra o Santos, Sheik participou do jogo, que terminou em empate.

Ora, se a tese da Lusa vencer, o Corinthians deveria perder quatro pontos porque Sheik não poderia ter disputado a partida contra o Santos. Ou seja, não jogar contra o Criciúma não valeu em nada. Assim, com 46 pontos e menos vitórias que Fluminense e Criciúma, o Timão estaria rebaixado para a série B.

Além do caso de Emerson Sheik, a aceitação da tese defendida pela Portuguesa poderá revelar outras irregularidades e movimentar ainda mais o tapetão neste final de ano.

Coluna Radar On-Line, da Veja, por Lauro Jardim, com Gabriel Mascarenhas e Thiago Prado

Um tribunal de dois pesos e duas medidas

Em 2010 a mesma infração foi ignorada, pois tiraria o título brasileiro do Fluminense. Ouça Paulo Schmidt, procurador do STJD, dizendo que não seria “moral” tirar o título do tricolor carioca. E agora, é moral rebaixar a Portuguesa para privilegiar o Fluminense?

Hábito popularizado durante o governo militar, a bem brasileira virada de mesa estava meio esquecida, mas parece ter voltado com força nesse final de Campeonato Brasileiro, véspera de Copa do Mundo no Brasil. Desavergonhados, Fluminense e Vasco tentam no tribunal aquilo que tiveram um campeonato inteiro para fazer e não conseguiram: manter-se na Série A.

O Flu parece que conseguiu um bom motivo: a Portuguesa teria usado o jogador Heverton durante menos de 15 minutos do jogo que não valeu nada contra o Grêmio. O meia teria sido suspenso por dois jogos e não por um, como entenderam os dirigentes da Lusa.

O caso será julgado na segunda-feira, dia 16, as 17 horas, e se depender do tribunal carioquíssimo do STJD, presidido pelo garotão Flávio Zveiter, filho de Luiz Zveiter, aquele do vergonhoso Zveitão de 2005, e que tem como procurador o tal de Paulo Schmitt, o time paulista está ferrado.

É óbvio que não há a minima ética, a minima moralidade, a minima justiça por trás dessa denúncia, pois a Portuguesa já estava livre do rebaixamento quando jogou contra o Grêmio, mas o Fluminense, famoso por ter subido uma vez sem jogar a Série B, já tem know how nesse negócio de virar mesa e sabe que os homens do STJD são simpáticos a toda causa que favoreça clubes do Rio de Janeiro.

O Vasco, mais cara de pau ainda, também quer ganhar os pontos do jogo contra o Atlético Paranaense. Em campo o time tomou uma lavada de 5 a 1, mas como nas arquibanacadas os bandidos das duas torcidas se enfrentaram, a decisão vai para os artilheiros do STJD, e lá tudo pode acontecer a favor dos cariocas. Em se pensar, repito, que estamos entrando no ano de Copa do Mundo no Brasil.

Já ouvi de amigos que cancelarão o pay per view e deixarão de assistir futebol se esta virada de mesa se concretizar. Acho que muitos apaixonados por futebol realmente terão uma reação mais radical, pois um crime desses significará a volta do futebol brasileiro aos tempos da ditadura, do coronelismo, da subversão do mérito esportivo e, consequentemente, da total falta de credibilidade.

A seguir, outra bela pesquisa de José Renato Santiago sobre os times que já se beneficiaram das tradicionais viradas de mesa no pobre e podre futebol brasileiro. Um detalhe, o José Renato não inclui o tapetão de 2005, popularmente conhecido como “Zveitão”. Particularmente considero aquela a maior virada de mesa do futebol brasileiro, pois em uma só tacada virou a tabela do Campeonato Brasileiro de ponta-cabeça. Veja a matéria do José Renato:

Os times Beneficiados pelas “Viradas de Mesa”

Por José Renato Santiago

Ao longo das edições do Campeonato Brasileiro, muitas vezes o regulamento foi mudado durante a competição, quando não foi simplesmente ignorado. Segundo o levantamento que fiz, 45 equipes já foram beneficiadas, direta ou indiretamente, por estas modificações.
São as tristes e famosas “Viradas de Mesa”.

América MG
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

América RJ
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

América RN
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Americano
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Anapolina
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bahia
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Bandeirante DF
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bangu
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Botafogo RJ
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Botafogo SP
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Bragantino
Ao se classificar em último lugar, entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Brasil RS
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Caxias
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ceará
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Central PE
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Comercial MS
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Coritiba
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Criciúma
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

CSA
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Desportiva
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Figueirense
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Fluminense
Ao ficar em penúltimo lugar entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde tinha conseguido acesso ao ser campeão da Terceira Divisão em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Fortaleza
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Goiás
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Goiatuba
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Grêmio
O Regulamento do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1992 previa o acesso de apenas duas equipes, no entanto, com uma fraca campanha durante a Primeira Fase, o Grêmio foi beneficiado pela mudança do regulamento que passou a classificar 12 equipes para a Primeira Divisão de 1993.

Joinville
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Juventude
De acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro de 1999, que considerava a média de pontos, o Juventude teria sido rebaixado, no entanto, a confusão provocada pelos problemas que envolveram a falsificação de documentos do jogador Sandro Hiroshi, permitiu que seu rebaixamento fosse cancelado.

Marcílio Dias
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Nacional AM
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Náutico
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Paraná
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Paysandu
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ponte Preta
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1996 foi cancelado.

Remo
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Ríver PI
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Santa Cruz
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Santos
Em 1982, o Santos ficou apenas em décimo no campeonato paulista que era classificatório para o campeonato brasileiro. Deveria disputar a Taça de Prata em 1983, no entanto, o critério para definição dos participantes foi deixado de lado, e o Santos foi convidado a disputar a Taça de Ouro de 1983, quando chegou a um surpreendente vice-campeonato.

São Caetano
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Sergipe
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Serra ES
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Sobradinho
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

União São João
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Vasco da Gama
O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1974 previa que a final do campeonato teria como mandante a equipe com melhor campanha ao longo de todo o campeonato. No caso o jogo seria no Mineirão, uma vez que o Cruzeiro tinha a melhor campanha, no entanto a equipe mineira foi punida, devido problemas ocorridos em um jogo anterior realizado no Mineirão frente o próprio Vasco da Gama. A CBD (atual CBF) não apenas tirou a partida final do Mineirão como colocou no Maracanã, isto é, o regulamento foi ignorado.
O mesmo fato ocorrido com o Santos aconteceu com o Vasco em 1983, quando ficou em nono no estadual daquele ano e foi “levado” para a Taca de Ouro de 1984, quando também conquistou o vice-campeonato.
Na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o regulamento previa a classificação de 6 equipes em cada um dos grupos que contava com 11 participantes. A equipe carioca fazia má campanha e inúmeras manobras foram feitas tendo em vista punir outras equipes, com perda de pontos, entre elas o Joinville e a Portuguesa. A solução foi aumentar o número de equipes classificadas, o que significou a classificação do Vasco para a Segunda Fase.

Villa Nova MG
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.Tomara que seja apenas um equívoco.

Gol anulado do Cruzeiro na final do Campeonato Nacional de 1974. O jogo deveria ter sido no Mineirão, pois o Cruzeiro fez melhor campanha, mas sob a absurda alegação que o Mineirão não oferecia segurança, passaram o jogo para o Maracanã, onde o time mineiro foi operado pelo conhecido árbitro Armando Marques. Este gol anulado levaria o jogo, que estava no final, para a prorrogação. Veja:

A partir dos quatro minutos desta entrevista, dada a uma emissora de Minas Gerais, Nelinho declara que os jogadores do Cruzeiro já sabiam que seriam roubados no Maracanã:

E você, acha que Fluminense e Vasco vão conseguir virar a mesa de novo?

Virando a mesa

Leia o post original por RicaPerrone

viadagrem

Acho uma merda. Mas acho tão ruim quanto virar mesa ignorar os fatos e rotular esse ou aquele por uma prática comum no futebol brasileiro.

Duvida?

Em 92 subiam 2 times. O Grêmio estava mal, mudaram o regulamento, subiram 12.  O tricolor subiu em nono.

Em 1982 o campeonato estadual classificava pra “Taça de Ouro”.  O Santos ficou em décimo, e então deram um jeitinho e o colocaram no torneio mesmo assim.

No ano seguinte, o Vasco foi nono no estadual e deveria ficar fora da Taça de Ouro. Mas também a disputou por “outros méritos”.

Em 86, no Brasileirão, classificariam 6 por grupo.  Mudaram pra entrar “mais oito” e assim Vasco e Botafogo não ficaram de fora da segunda fase.

Em 96 o Fluminense teve seu rebaixamento “cancelado” por um escandalo de arbitragem envolvendo outros clubes.

Mesmo critério que deu ao Corinthians a possibilidade de buscar o título de 2005, que estava nas mãos do Inter até então.

O São Caetano, na época protagonista, foi da série B direto pra série A em 2001. Acabou vice-campeão.

O Coritiba voltou pra série A em 92 pela mesma mudança de regulamento que favoreceu o Grêmio naquele ano.

Santos e Corinthians terminaram nas duas últimas posições em 87. Não cairam. Não era previsto rebaixamento, como também não era previsto o confronto Sport x Flamengo.  Num dos casos, o regulamento não previsto foi aplicado.

Isso sem contar os outros 20 ou 30 clubes beneficiados por tabela graças a influencia dos grandes nos bastidores.  E também considerando que nem toda “virada de mesa” está relatada aqui.

Mas sim, era uma prática comum no Brasil tentar arrumar uma forma de ter os grandes sempre na série A e de preferência nas grandes decisões.

Prática que mudou um pouco, mas que continua no DNA dos nosso clubes e torcedores quando vemos, sem mudança de regulamento, mas de postura, o São Paulo “cancelar” seu apoio a Copa União por uma taça de Bolinhas, ou o Vasco reclamar do jogo ter continuado após ter pedido o mesmo contra o São Caetano na final do Brasileiro.

Quando convém, todos concordam.  Infelizmente é assim.

Mas jogar nas costas de um ou de outro um rótulo de algo que todos fizeram parte ao longo da história me parece covarde.

Porque não o discurso de “pague a série B”, “pague a eliminação na primeira fase”, “pague a anulação de jogos”, “pague a Copa Uniao”, “pague a subida no vácuo”?

Claro, eu sei! Você está pensando “não foi bem assim…” sobre a linha que cita seu clube.  Mas saiba, todos os demais pensam a mesma coisa na que cita o deles. Mudam as cores, não o sentimento e nem a vontade de se convencer.

O Vasco de hoje tenta fazer o que quase todos já fizeram e que, em algum momento, todos eles já tentaram.

Menos hipocrisia. Mais fatos aos debates.

Estamos todos errados.

abs,
RicaPerrone

PS – Caros mimimizeiros oficiais, a foto apenas ilustra um jogo da década de 80. Só. Mais nada. Sem maiores viadagens por favor. Se eu colocasse a de um dos citados no texto diriam que eu ilustrei destacando uma das viradas de mesa. Então, coloquei uma que não tem virada de mesa citada aqui. Simples assim.

Vasco, que não soube sair do estádio na hora certa, agora quer tapetão para sacanear Criciúma e Atlético-PR! E Flávio Zveiter, na TV, já pré-julga condenando o árbitro. Vem aí mais uma virada de mesa do futebol brasileiro? Cuidado, Bom Senso FC!

Leia o post original por Milton Neves

tepete_vasco

Ah, mas esse Brasileirinho-2013, o já famoso Modorrentão-2013, só teve mesmo atenção e emoção sem bola rolando.

O “caso Júlio Baptista” agitou bastante o pedaço com sua leitura labial durante aquele polêmico Vasco e Cruzeiro no Maracanã.

E agora a ameaça do Vasco em melar o campeonato junto ao carioca STJD.

STJD que,como CBF e CBD, sempre viveu e residiu no fundo da horta de Fla, Flu, Vasco e Botafogo.

O bi-rebaixado Vasco, depois de levar 5 a 1 na moleira, alega que o regulamento foi violado em 15 minutos e quer novo jogo ou ser proclamado vencedor por 3 a 0.

Pode?

Isso rebaixaria o Criciúma e tiraria o Atlético–PR da Libertadores.

Ora, então por que o Vasco voltou a campo 15 minutos além do “tempo regulamentar”?

E se tivesse vencido o jogo, que chegou a empatar, o Vasco também pediria a anulação?

Uma vergonha!

E o pior é que o presidente do STJD, Flávio Zveiter, já pré-julgou o caso condenando o árbitro pelo inicio e reinicio do jogo.

Que punam o árbitro se merecido, mas nunca o Criciúma-SC!

Seria o caso do Bom Senso FC não aceitar que ninguém enfrentasse o Vasco em 2014?

Opine!