Arquivo da categoria: virada

A mesma praça, o mesmo banco…

Leia o post original por Rica Perrone

É quase sempre assim. Quando a seleção vai mal logo a gente olha pro banco e vê mais futebol brasileiro do que em campo. Quando troca, funciona. Talvez por confiança, mas provavelmente porque nós não sabemos jogar de outro jeito. A seleção foi mal sábado, foi mal hoje. Perdia o jogo e empatou num lance…

Chapeuzinho vermelho

Leia o post original por Rica Perrone

Dizem que é mídia, lenda, história bem contada.  Desesperados com a virada após a prévia gozação, contestam o maior patrimônio rubro-negro como quem briga com a capacidade de pilotar um carro de Ayrton Senna.

“Não cantam”. “É flapress!”.  “Tem que cantar 90 minutos”, Blá, blá, blá…

Eu não sei quem criou o manual de torcidas modernas, mas eu acho um saco. Torcidas reagem diferente, e o Flamengo é céu e inferno o tempo todo. Isso implica em ir das vaias ao apoio em uma bola na trave.  Gosto não se discute, mas a cultura de um clube vencedor e de um cartão postal do país estabelecido por méritos apenas se respeita.

Essa história que “inventaram” sobre a torcida é tão bem contada que até os jogadores compram. Todos eles falam sobre “jogar no Maracanã contra a torcida do Flamengo”.  Todos eles sonham em correr pra torcida do Flamengo. Talvez eles sejam comprados pela FlaPress, talvez sejam a referência que precisam para confirmar o óbvio.

A virada é fruto de uma torcida bipolar. O empate, de um time pressionado pela mesma torcida que ali cobrava.  São malucos, mas são malucos à sua maneira.

“É tudo histórinha”.  “A Globo que inventou!”. “Nem é tudo isso!”.

Pode até ser que seja. Mas fato é que Chapeuzinho vermelho está na boca do lobo mais uma vez.  Goste ou não, a história vai trocando gerações e mantendo seu final.

Do inferno ao céu. Da quase crise ao quase em Tóquio.

  • Que torcida enorme você tem, vovó…
  • É a mídia, chapeuzinho. É a mídia…

abs,
RicaPerrone

Corintianíssimo!

Leia o post original por Rica Perrone

Do remanescente Cássio ao novo ídolo Carille. Da volta do Jadson ao talento oscilante de Rodriguinho.  Da quarta força ao título brasileiro, esse Corinthians é no mínimo corintiano.

Colocado em dúvida. Sem ser galático, porque ali brilha quase sempre mais o clube do que o ídolo. Um monte de jogadores com pontos de interrogação na cabeça que hoje saem coroados por um título improvável.

Embora o corintiano vá dizer que sempre acreditou, é mentira dele. Quando o ano começou ele mesmo reclamava e dizia que “esse time” não era suficiente.  Mas talvez por não ser se tornou um time. E futebol, hoje, ganha quem tem time e não quem tem jogadores.

Esse Corinthians é chato. Não joga bonito, até porque nem pode.  Mas joga o que dá, como precisar, até que a vitória venha.

Trata-se de uma discussão meio boba o futebol apresentado. Primeiro porque no primeiro turno foi sim um futebol bem jogado. Mas estudam, aprendem, o time sente, cansa, não tem peças sobrando, se torna previsível e ainda assim manteve o título e o conquistou antecipadamente.

Não há “poréns”.

Todos os jogadores entenderam seu papel para criar uma engrenagem que não era provável que funcionasse tão bem. Carille, o autor intelectual deste Corinthians,  nunca forçou uma forma de jogar acima dos limites do que tinha em mãos. Nunca perdeu a linha, o controle e a convicção.

Esse Corinthians pouco brilhante é memorável não só pela conquista, mas pela identificação com a sua história.  Aguerrido, desacreditado, sem nenhuma estrela acima do escudo do clube, e vencedor.

Um Corinthians corintianíssimo! E portanto, campeão.

abs,
RicaPerrone

São Paulo no sufoco

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Um jogo maluco no Morumbi. O Cruzeiro perdeu um pênalti, o São Paulo saiu na frente, tomou a virada e conseguiu ainda a vitória.

Existem várias formas de avaliar um jogo. Uma delas é o resultado puro e simples, o São Paulo conseguiu pontos fundamentais em uma briga contra o rebaixamento que promete se arrastar até as últimas rodadas. Outra análise é sobre o desempenho das equipes e neste ponto o São Paulo preocupa muito.

O time não conseguiu jogar bem contra o Cruzeiro, sofreu muito para criar oportunidades e quando tomou a virada se perdeu completamente no lado emocional, o time mineiro perdeu a chance de liquidar o jogo e foi castigado.

Uma virada pode ajudar na recuperação pelo menos do emocional, mas a impressão era a mesma depois da vitória contra o Botafogo. Na sequência o time perdeu para Coritiba e Bahia. O emocional é importante, o embalo, o apoio da torcida, mas o time precisa jogar, precisa de desempenho e o São Paulo está devendo muito.

Na próxima rodada, o adversário é o Avaí. O time catarinense é concorrente direto na luta contra o rebaixamento. O São Paulo não tem bom desempenho contra os rivais diretos e isso tem um peso grande na classificação.

Só garotos

Leia o post original por Rica Perrone

Hoje eu não ia no estádio. Estava num dia ruim, numa semana horrível. Nem queria ir, pra se ter idéia. Mas, meu amigo disse que não iria também se eu não fosse. Então, como que por instinto masculino de companheirismo eu logo disse que “então eu vou”. Fomos. Lá chegando pegamos nossos ingressos e fomos …

Vocação

Leia o post original por Rica Perrone

Criada na década de 70, campeã logo em seguida. Promovida a elite do futebol nacional, destroçada por um acidente que comoveu, doeu, mas lhe apresentou ao mundo. A Chapecoense parece ter vocação para escrever uma das histórias mais incríveis do futebol mundial. Que clube é esse que perde a Libertadores de manhã e consegue dormir …

Puta que pariu!

Leia o post original por Rica Perrone

Desculpa. Não tem outro termo, não consigo usar nada além disso há mais de 2 horas.  É “puta que pariu” pro primeiro gol, é “puta que pariu” pra virada do Figueirense, pra atuação tosca do São Paulo, pro gol perdido pelo “ídolo” Luis Fabiano aos 47, e finalmente pela virada surreal aos 49. Senhores, “puta […]

Tem coisas…

Leia o post original por RicaPerrone

Se o Ceará estivesse perdendo aos 49 do segundo tempo teria um botafoguense dizendo: “Calma que ainda não acabou”.

Mas era o Botafogo, e portanto não tinha mais gente na sala pra ver.  O twitter é uma ferramenta cagueta que indica o real nível de satisfação em tempo real. No futebol ele serve pra registrar sua mudança de opinião em questão de segundos, mas ainda assim é divertido.

A derrota era certa. Em campo e fora dele.

Quando aos 49 a bola entra, nem o próprio time do Botafogo comemora como quem ainda enxerga uma chance.  Porque de fato não enxergam, e pra ajudar, a história diz que não.

O Botafogo que não paga, hoje recebeu.  História, uma noite memorável, uma nova página heróica  e uma perspectiva.  Não dá pra ser campeão brasileiro, você sabe disso.

Mas da Copa do Brasil… porque não?

E tente, botafoguense, mudar a pergunta após esta vitória. Não se questione “porque pode dar certo”, mas sim “porque não?”.

Afinal de contas, tem coisas que….

abs,
RicaPerrone