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Sintonia com WTorre gera expectativa no Palmeiras por fim de litígio

Leia o post original por Perrone

 A guinada na relação entre Palmeiras e WTorre abre caminho para uma tentativa de acordo entre as partes num futuro próximo para encerrar a antiga batalha travada numa câmara de arbitragem.

Construtora e clube já não se agridem. Não se provocam. Pelo contrário, os parceiros trabalham em ritmo de cooperação. O entendimento é de que o clima bélico anterior trazia prejuízos para as duas partes.

 A nova fase do relacionamento gera a expectativa em parte dos dirigentes palmeirenses de que em breve aconteça um acordo para o fim do litígio. Dois cartolas alviverdes disseram ao blog que o trato está perto de acontecer.

No entanto, internamente, o discurso da cúpula palmeirense é de que não existem tratativas neste momento para suspender a disputa na câmara de arbitragem. Isso porque o foco está voltado para o trabalho em conjunto visando colocar novos projetos em prática.

Um exemplo dessa cooperação é a instalação do gramado sintético no Allianz Parque, efetuada com sucesso.

Agora na pauta está a criação do museu do Palmeiras no estádio. O entendimento no comando palmeirense é de que a boa relação nessas empreitadas pode até resultar na costura de um acordo para o fim das disputas, mas esse não é o objetivo agora. Há uma preocupação de não se criar a expectativa de que um trato pode ser selado rapidamente. No entanto esse sentimento já existe entre alguns cartolas.

Dirigentes palmeirenses ficaram satisfeitos com a forma rápida e em sintonia com agremiação com que a empresa tratou do assunto grama sintética. O novo gramado era visto como fundamental pelo departamento de futebol palmeirense para que a equipe fosse menos prejudicada com os shows em sua arena. A grama artificial sofre menos com os eventos.

Os cartolas também elogiam o empenho da construtora no projeto do museu alviverde.

Constantes reuniões com o Banco do Brasil, responsável pelo financiamento para a WTorre levantar dinheiro usado na construção do estádio também aproximaram as partes. Um novo encontro com a instituição financeira está programado para esta sexta (6).

Por conta de divergências contratuais, a disputa entre clube e construtora virou tema para decisão por arbitragem.

Em 2016 a câmara de arbitragem da Fundação Getúlio Vargas deu ganho de causa ao Palmeiras numa das demandas. Ficou decidido que a construtora só tem direito a vender 10 mil cadeiras por jogo no estádio. O Palmeiras pode comercializar outras cerca de 30 mil.

No entanto mais questões continuaram sendo avaliadas pela câmara de arbitragem.  Em dezembro de 2017, como advogado da empresa, Ricardo Tepedino disse ao UOL Esporte que a arbitragem ainda se posicionaria em relação a quem deve pagar todas as despesas da arena em dias de jogos, por exemplo. Ele também afirmou na ocasião que o Palmeiras pediu na arbitragem a apuração de valores supostamente devidos pela construtora. O débito estaria ligado à participação a que o clube tem direito no lucro da construtora com eventos realizados no Allianz, além de multas que devem ser pagas quando o time é obrigado a jogar fora de seu estádio.

De maneira geral, cartolas do Palmeiras definem hoje o relacionamento com a Wtorre como cordial, além de pacífico.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa para falar sobre a possibilidade de um acordo que encerre a disputa na câmara de arbitragem, a WTorre afirmou que não poderia se pronunciar por questões jurídicas. A diretoria do Palmeiras também não quis se manifestar.

 

Dificuldade para rivais também é atrativo de grama sintética para Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Além de poder jogar mais vezes em seu estádio, o Palmeiras vê como atrativo da possível implantação de gramado sintético no Allianz Parque a dificuldade técnica que poderia trazer para os adversários.

Alexandre Mattos, em companhia de outros representantes do clube, está na Holanda para conhecer o trabalho de uma empresa credenciada pela Fifa para implantar a grama artificial em arenas.

O bom desempenho do Athletico, atual campeão da Copa do Brasil, em seu estádio com gramado sintético faz a direção palmeirense projetar uma vantagem técnica sobre os adversários a partir do momento em que os jogadores do alviverde se adaptarem ao novo piso, se houver a troca. Neste domingo (13), no entanto, a equipe paranaense perdeu em casa para o Flamengo por 2 a 0. O CT do Palmeiras também ganharia grama sintética para facilitar a adaptação dos jogadores. A ideia é viabilizar a instalação do novo piso antes do início da próxima temporada, se a mudança for feita.

A troca passa também pela análise da WTorre. Procurada, por meio de seu departamento de comunicação, a empresa afirmou que todas as possibilidades existentes são analisadas, mas que no momento segue a grama natural.

Por contrato com a WTorre, o clube tem que ceder estádio para a realização de shows e outros eventos. O entendimento da diretoria palmeirense é de que o campo sintético sofreria menos com essas atividades, por isso seria possível atuar mais vezes no Allianz Parque.

A  delegação alviverde deve ficar até a próxima quinta na Holanda. A viagem já estava marcada antes de o blog revelar que Mattos aluga apartamentos para membros da comissão técnica que têm pedidos de aumento de auxílio-moradia solicitados pelo diretor de futebol. A informação aumentou a cobrança de conselheiros contra o dirigente.

 

Membros da diretoria cobram Galiotte por nova área popular no Allianz

Leia o post original por Perrone

Integrantes da diretoria do Palmeiras protocolaram no clube, na última terça (3), ofício endereçado a Maurício Galiotte cobrando que o presidente alviverde retome estudos para liberar um novo espaço a preços populares no Allianz Parque. Eles fazem parte do grupo denominado Arquibancada, ala que elegeu conselheiros defendendo essa ideia e assegura ter tido a promessa do dirigente de que ela seria colocada em prática.

O grupo acredita que há uma elitização no estádio nas partidas do clube por conta dos preços cobrados e que isso estaria levando à arena torcedores que apoiam menos o time. Por isso, cobra um setor com ingressos mais baratos.

O requerimento pede para que “o assunto de ocupação e utilização do anfiteatro seja retomado com extrema urgência”. Ele se refere a uma área na parte inferior da arquibancada atrás do gol norte, onde fica a Mancha Alviverde. O espaço não tem cadeiras e fica vazio nos dias de jogos. Faz parte do que a WTorre chama de anfiteatro e é usado em dias de shows menores.

Em resposta ao blog, o departamento de comunicação do Palmeiras afirmou que “a utilização da área não está prevista em contrato e, portanto, depende de um acordo entre as partes (clube e WTorre), além de aprovação pelas autoridades competentes.”

Vale lembrar que quem administra os shows no estádio é a WTorre. O Palmeiras define o uso dos espaços em dias de jogos. Procurada a empresa não respondeu sobre o assunto até a publicação deste post.

Representando o grupo Arquibancada, assinam o documento Caio Vinícius Ferreira Mônaco, integrante da diretoria de sindicância, Leandro Nobrega Bafume, diretor adjunto de obras e conservação, Ghiluerme Romero, diretor adjunto administrativo, e o conselheiro situacionista Ricardo de Simone Neto.

No documento, eles afirmam entenderem que “a perda de pressão em nosso estádio deve-se também à mudança de perfil dos frequentadores. Com o alto tíquete médio do Allianz Parque, acabamos por afastar os jovens e os menos favorecidos, e por isso o torcedor que canta e incentiva está desaparecendo das arquibancadas, fazendo com que nosso estádio tenha apenas espectadores”.

Não está escrito no documento, porém, o blog apurou que o grupo defende no novo setor ingressos de no máximo R$ 40. O cálculo deles é de que caibam 1.400 pessoas no espaço.

 

De quem é o estádio do Palmeiras???

Leia o post original por Craque Neto 10

Uma entrevista concedida pelo presidente Maurício Galiotte vem viralizando na internet onde ele diz em alto e bom som que o Palmeiras não é dono do Allianz Parque nos próximo 25 anos (pelo contrato assinado em 2014 eram 30 anos) e que só usa o local como uma espécie de locação. As palavras do maior cartola do Verdão caíram como uma bomba na torcida alviverde, afinal como o time que sempre se orgulhou de ter o tradicional Palestra Itália, e que zoava o arquirrival de ‘sem estádio’, do dia pra noite ficou sem casa? É lógico que o presidente deve […]

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Vizinha do Allianz pede indenização de R$ 3 mi e quer limitar uso da arena

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Vizinha do Allianz Parque, moradora de um prédio na Rua Palestra Itália, entrou com ação na Justiça cobrando indenização no valor de R$ 3 milhões por conta de danos supostamente causados pela rotina no estádio.

Ela também pede que a arena palmeirense só possa funcionar duas vezes por semana. Ainda quer o fechamento administrativo do local para que sejam solucionados supostos problemas relacionados à lei do silêncio.

A inicial é contra WTorre, a Real Arenas (empresa ligada ao estádio), o Palmeiras e a prefeitura. Porém, não é especificado quanto cada um pagaria de indenização em caso de condenação. O site do Tribunal de Justiça de São Paulo, porém, não cita o município como requerido.

No último dia 17, o juiz Guilherme Silveira Teixeira negou segredo de justiça pedido pela autora da ação. Mesmo assim, o blog optou por não revelar seu nome já que ela alega temer  eventuais retaliações de torcidas organizadas palmeirenses.

O magistrado deu prazo de dez dias para a autora apresentar documento que justifique solicitação de Justiça gratuita antes de dar prosseguimento ao caso.

Ao blog, a assessoria de imprensa do Allianz afirmou ainda não ter sido notificada. Declarou que o respeito às pessoas e ao meio ambiente é valor fundamental para a empresa. Leia a nota na íntegra ao final do post

Já o departamento jurídico do Palmeiras disse que não iria se manifestar.  A prefeitura não respondeu até a publicação deste post.

A moradora alega que reside no mesmo local há 45 anos e que  passou a enfrentar um caos na região após a transformação do antigo Palestra Itália em Allianz Parque.

Seus advogados afirmam que a casa alviverde passou a comportar um público maior e a ser usada mais vezes por conta de shows sem respeitar o impacto na vizinhança. E sem que os vizinhos fossem consultados.

Um dos argumentos é o de que parte do público da arena toma as ruas da vizinhança. Na ação, os advogados alegam que, assim, vias públicas são usadas por instituições privadas (Palmeiras e W/Torre) sem pagamento ao município.

Depredações, torcedores urinando na rua, barracas de ambulantes, sedes de torcidas organizadas na vizinhança e aglomerações em estabelecimentos da região para assistir a jogos do Palmeiras fora de casa fazem parte do cenário descrito.

A ação também aponta que o ruído em dias de shows e jogos extrapola os limites legais.

Por tudo isso, a moradora sustenta que seu imóvel desvalorizou. Por isso, ela pede R$ 1 milhão de indenização por danos materiais.

Liminarmente, em caráter de urgência, seus advogados requerem que os réus paguem moradia escolhida por ela em outro local ou um aluguel de pelo menos R$ 5 mil até o fim do processo. O imóvel em que ela reside é definido como inabitável atualmente. Em caráter liminar já querem limitar a duas vezes por semana o funcionamento do estádio.

Também são cobrados R$ 2 milhões por danos morais. Nesse ponto são alegados problemas de saúde em decorrência do barulho na arena que a forçam a tomar medicação controlada.

A ação também cita que multas chegaram a ser aplicadas pela prefeitura por conta do barulho, mas que a fiscalização tem sido ineficiente. Daí veio o pedido de fechamento administrativo seguido de mudanças e fiscalização nos eventos seguintes.

A ideia de que o estádio só possa funcionar duas vezes por semana visa retomar o ritmo que prevalecia antes de o local virar um dos principais pontos para shows da cidade .

Abaixo, leia nota enviada ao blog pela assessoria de imprensa do Allianz Parque.

“O Allianz Parque esclarece que ainda não foi notificado sobre a ação judicial. A arena destaca que o respeito às pessoas e também ao meio ambiente são valores fundamentais dentro da empresa. Acreditamos que somente através do respeito e do cumprimento das regras construiremos, junto com o restante da sociedade, um mundo melhor, no qual o esporte e a cultura serão instrumentos do desenvolvimento.

Informamos que iniciamos neste ano um projeto que busca aproximar a administração da arena dos nossos vizinhos, moradores, empresários e trabalhadores da região. Nossa intenção é estreitar o relacionamento com as pessoas, promovendo o diálogo e a troca constante de ideias para a construção de um bairro ainda melhor, além de ações de promoção à saúde, com aulas voltadas para a terceira idade, e projetos de inclusão social, com foco em crianças e adolescentes; além de atividades de preservação do meio ambiente.

É importante tornar público que os eventos realizados no Allianz Parque geram por ano cerca de 200.000 empregos, entre diretos e indiretos, e movimentam aproximadamente R$ 1,5 bilhão na economia da cidade de São Paulo”.

Citação do Allianz Parque ficou fora de negociação com a Globo

Leia o post original por Perrone

No novo acordo anunciado nesta quinta (23) entre Palmeiras e Globo não há comprometimento por parte da emissora de pronunciar o nome do Allianz Parque durante as transmissões.

A postura tradicional da emissora, que não pronuncia a nomenclatura comercial de estádios, é um dos motivos de bronca de parte da torcida palmeirense com a empresa de comunicação.

Porém, conforme apurou o blog, a citação do nome oficial da arena alviverde  não chegou a entrar na negociação. A possibilidade não foi comentada.  Isso porque os naming rights, por contrato, são propriedades de responsabilidade da WTorre. A construtora vendeu o nome para  a Allianz.

Assim, o entendimento dos dirigentes palmeirenses é de que o clube não pode colocar a propriedade em suas negociações.

Porém, em tese, nada impede que a Globo mude de postura e passe a citar o nome oficial.

Empresa criada pela WTorre para arena do Palmeiras sofre pedido de falência

Leia o post original por Perrone

A Real Arenas, empresa criada pela WTorre para implementar o projeto da arena palmeirense, teve a decretação de sua falência pedida na Justiça no último dia 9. A ação é de autoria da Beltgroup do Brasil, credora do braço da construtora para o Allianz Parque.

A origem da dívida é a compra de divisores de fluxo (pedestais usados para organizar filas) e displays informativos no montante de R$ 95 mil. Esse é o valor sem atualização. A conta deveria ter sido paga parceladamente em abril e maio de 2015, mas a companhia vendedora alega que nada recebeu.

Em nota enviada ao blog, a Real Arenas disse que há discordâncias com a credora mas que não comenta processos judiciais em andamento (leia o posicionamento completo no final do post). Já o departamento jurídico do Palmeiras preferiu não se manifestar.

Acusada de não pagamento, a empresa foi constituída pela Wtorre para receber o direito de uso do terreno (cessão do direito de superfície) em que está a casa alviverde para a construção e exploração do estádio. Ela é a responsável pelo contrato com o clube.

A partir do recebimento da notificação, a  Real Arenas tem dez dias para contestar a ação ou depositar a quantia cobrada, corrigida e acrescida de juros de 1% ao mês desde o vencimento até a citação, além de honorários advocatícios. O pedido é para que, em caso de não pagamento, a falência seja decretada com ou sem contestação.

A empresa ligada à WTorre já enfrentou ação semelhante e quitou a dívida, evitando ser considerada falida pela Justiça.

Se falência for determinada, um administrador será nomeado judicialmente. Cabe a ele criar um comitê de credores e levantar os bens da empresa falida para que eles sejam revertidos para os cobradores. No caso ligado ao Allianz Parque, seriam analisados todos os contratos assinados pela Real Arenas. As receitas geradas por eles seriam controladas pelo administrador para o pagamento dos credores. Em tese, não há risco de o estádio ser fechado numa eventual falência da empresa, pois isso só dificultaria o pagamento de débitos.

De acordo com dados disponíveis na Junta Comercial de São Paulo, a Real Arenas tem entre seus sócios Walter Torre Júnior, que empresta seu sobrenome à responsável pela construção do estádio do Palmeiras.

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela empresa.

“A Real Arenas não comenta processos judiciais em andamento. Informamos apenas que existem discordâncias que estão sendo discutidas na Justiça. Contudo, a empresa destaca, em respeito ao torcedor palmeirense, que a operação da arena é absolutamente rentável e, em apenas três anos de operação, já registra lucro. Afirmamos ainda que esses bons resultados fazem com que a unidade de negócio responsável pela administração do estádio estime o retorno do investimento entre oito e dez anos e não mais em quinze, como era esperado no início do projeto”.

 

Verdão pode não ter ‘casa’ na Libertadores! Brincadeira?

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Acabei de saber que caso o Palmeiras elimine o Barcelona do Equador e se classifique para as quartas de finais da Libertadores, não terá à disposição o Allianz Parque para a fase seguinte. Isso mesmo! Vai encarar o vencedor do duelo entre Santos e Atlético/PR, na segunda partida (por ter melhor campanha), em algum lugar longe de sua casa. E sabem por que? Porque entre os dias 19 e 21 de setembro a Arena do Verdão estará sendo utilizada para um festival de Rock. O torcedor mais radical vai pensar: “Ué? Como a diretoria marcou jogo nessa data? Não olharam o […]

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Prejuízo técnico e/ou financeiro???

Leia o post original por Craque Neto

Justin Bieber, Elton John, James Taylor, Sting e Ed Sheeran… esses são só alguns grandes nomes da música mundial que nas próximas semanas estarão se apresentando no Allianz Parque para shows. O Palmeiras tem uma parte pequena no negócio, que por acerto de contrato é pertencente a construtora WTorre. Posso falar? O Verdão hoje tem uma das melhores Arenas multiuso do País. Uma infraestrutura de causa inveja à muito clube espalhado pelo mundo. Só que está decidido que na próxima semana, quando o Verdão teoricamente fará o jogo de volta contra o Novorizontino pelas quartas do Paulistão, o time alviverde […]

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Palmeiras vira exemplo para Corinthians ir à Justiça contra Odebrecht

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O Corinthians corre o risco de perder o prazo para reclamar da Odebrecht na Justiça por eventuais problemas em sua arena, segundo o conselheiro e advogado Heroi João Paulo Vicente, crítico da atual administração. O alerta à direção foi feito por ele em forma de cobrança num requerimento enviado ao presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Gonçalves Strenger. No documento, ele indaga à diretoria por qual motivo o clube ainda não entrou com uma ação contra a construtora e pergunta qual o cronograma de ações da direção para resolver problemas no estádio e buscar ressarcimento de eventuais prejuízos.

Para reforçar a necessidade de rapidez, Heroi cita o exemplo do Palmeiras, que acionou uma câmara de arbitragem e ganhou disputa pelas cadeiras de sua arena contra a construtora WTorre.

“… por infortúnio, largo lapso de tempo vem perpassando sem que qualquer postura judicial seja adotada para resguardo formal dos interesses do Sport Club Corinthians Paulista. Caso não seja essa a situação, queira por gentileza apontar quais medidas obstativas da prescrição e decadência (do prazo para reclamar na Justiça) foram adotadas. Atento à realidade contextualizada do desporto, lamentavelmente consta-se que a rival Sociedade Esportiva Palmeiras não hesitou em buscar solução aos conflitos de sua própria arena na seara adequada, já inclusive tendo obtido resultado favorável!”, escreveu Heroi, dirigindo-se ao presidente do conselho.

Ele também cita post publicado pelo blog sobre a entrega da auditoria relativa à engenharia e arquitetura da arena feita pelo escritório Claudio Cunha Engenharia Consultiva ter sido adiada em mais um mês.  O conselheiro pede para que o clube não espere pelo resultado do trabalho e busque na Justiça uma medida cautelar de produção de provas para comprovar se a Odebrecht não executou serviços previstos no contrato ou se existem obras que precisam ser refeitas. A construtora alega que cumpriu o contrato e que deixou de realizar trabalhos avaliados em cerca de R$ 40 milhões por causa de um estouro no orçamento.

“Como já exposto, há fundado receio de que os prazos de garantia por parte da construtora sejam expirados ou que não seja mais possível a propositura de uma eventual ação estimatória (para reclamar de defeitos) …”, afirma o conselheiro em outro trecho.

Ele não explica qual o prazo para a prescrição. De acordo com a legislação, varia dependendo do problema. Há casos em que vence um ano após a entrega efetiva do imóvel. Porém, enquanto a Odebrecht considera a obra completa e entregue, o Corinthians ainda não assinou o termo de aceite. O clube espera o resultado da auditoria para saber que atitude tomar.

Heroi pede para que o presidente do Conselho pergunte à direção e à diretoria jurídica qual o prazo final considerado para ajuizar eventuais ações indenizatórias, de abatimento de preço ou rescisão e por qual motivo ainda não foi proposta uma ação cautelar antecipatória com pedido de produção de provas e concessão de tutela de urgência contra a Odebrecht.

No requerimento ele também faz um protesto formal contra a diretoria, especialmente em relação ao presidente Roberto de Andrade, por não entregar uma série de documentos pedidos por conselheiros. O blog teve acesso a uma lista de pedidos feitos pelo opositor Romeu Tuma Júnior sem resposta. A não entrega de papéis solicitados por membros do conselho foi um dos argumentos usados para a tentativa frustrada de impeachment de Andrade. A assessoria de imprensa do dirigente não respondeu à pergunta feita pelo blog no último dia 3 sobre documentos requisitados por Tuma Júnior.

“Na verdade é totalmente impossível aferir qual a extensão dos direitos do clube que foram vulnerados, porque, conforme visto alhures, nenhum documento fora disponibilizado aos conselheiros solicitantes”, escreveu Heroi.

Procurado pelo blog, o presidente do Conselho Deliberativo corintiano afirmou que encaminhará os pedidos do conselheiro para Andrade.