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Opinião: 10 sinais dados na primeira rodada do Brasileirão

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1 – Santos

Não era fake news, o time de Sampaoli vai jogar pra vencer mesmo fora de casa e até com time misto. Mostrou isso ao bater o Grêmio em Porto Alegre por 2 a 1.

2 – Cariocas

Vasco, Fluminense e Botafogo confirmaram que neste momento estão bem atrás do rival Flamengo. O caso mais sintomático foi a derrota vascaína por 4 a 1 para o Athlético-PR, em Curitiba. Os tricolores não tiveram força para derrotar o Goiás, que retorna à elite, no Maracanã, e perderam por 1 a 0. O Botafogo comprovou na derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, que o técnico Barroca terá muito trabalho para acertar o time.

3 – Flamengo

A vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, mostrou como será difícil bater o time de Abel Braga quando pelo menos duas peças de seu forte elenco jogarem em alto nível. Na estreia, Bruno Henrique, autor de dois gols, e Everton Ribeiro, foram os destaques.

4 – Athlético-PR

Se alguém duvidava, o time paranaense sinalizou que está mesmo entre as forças do Brasileirão. Fez o que os mais fortes fazem quando pegam um time que não está bem. Atropelou o Vasco.

5 – Corinthians

O tricampeão paulista ainda é um time que oscila. Foi neutralizado pelo Bahia, cometeu falhas defensivas e perdeu por 3 a 2 fora de casa.

6 – Bahia

Roger Machado, estruturando o tricolor baiano, indicou ao vencer o duelo com Fábio Carille, que pode dar trabalho a adversários com maior poderio financeiro.

7 – Zé Rafael

O meia mostrou estar pronto para ser titular do Palmeiras. Felipão foi criticado por torcedores do time por pouco aproveitar Zé Rafael no Campeonato Paulista. Ele entrou no início do jogo contra o Fortaleza, após contusão de Ricardo Goulart, fez dois gols e deu uma assistência na vitória por 4 a 0.

8 – CSA

A equipe alagoana está muito atrás da turma. Não conseguiu equilibrar a partida com o Ceará, em tese também candidato a lutar contra o rebaixamento no Brasileiro, e perdeu de 4 a 0.

9 – Treinadores

Pouca coisa deve mudar no comportamento dos técnicos com a regra que implementou cartões amarelos e vermelhos para eles. Quem gosta de apitar o jogo continuou apitando. Caso de Mano Menezes, o primeiro a ser “amarelado”.

10 – Barreira

A regra que obriga adversários a manterem distância das barreira deve funcionar. Acabou com aqueles empurrões irritantes entre jogadores.

 

 

 

Para Palmeiras, aproveitar pouco os reforços faz parte do planejamento

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Zé Rafael é um dos reforços pouco aproveitados por Felipão. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Felipão tem apanhado nas redes sociais por aproveitar pouco a maioria dos seis reforços contratados pelo Palmeiras para esta temporada. Porém, para a diretoria está tudo dentro do roteiro, conforme a estratégia do clube para 2019. Assim, o discurso alviverde é de que não há desconforto com as escolhas do treinador.

Para entender esse raciocínio é importante lembrar que o alviverde não desmanchou o time campeão brasileiro do ano passado. A partir daí, a tese da diretoria é que em sua maioria os reforços buscados são jovens promissores, o que não vale para o já experiente Ricardo Goulart, titular de Felipão. O entendimento da direção foi o de que se os principais jogadores permaneceriam não era uma questão de vida ou morte trazer atletas prontos para a titularidade.

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A conversa é de que a intenção foi buscar jogadores com grande potencial. E sem pressa para aproveitá-los. O mais importante seria adaptá-los ao clube, à comissão técnica, aos companheiros, ao estilo de jogo do time, à cidade, aos rivais, à torcida e até a imprensa local.

Por essa versão, o plano é preparar os reforços para entrarem aos poucos até ficarem prontos para substituir os campeões brasileiros. É o caso de Zé Rafael, contratado depois de se destacar no Bahia. O meia de 25 anos está sendo preparado para ocupar o posto de Dudu, na hipótese de ele ser vendido. Hoje, no entanto, a máxima é de que Dudu é quem precisa ser cobrado para decidir jogos, não Zé Rafael. Ao mesmo tempo há a compreensão de que peças fundamentais na conquista do Brasileirão tenham mais oportunidades em caso de alguns desempenhos ruins. Ao mesmo tempo, nada impede os mais jovens de atropelarem os medalhões.

Arthur Cabral, 20 anos e que arrebentou pelo Ceará, segundo a lógica da direção palmeirense, esta sendo moldado para repor uma futura saída de Borja. O colombiano, porém, está mal e não consegue se manter no time titular. Mesmo assim, Arthur só jogou 68 minutos. Apesar do pouco tempo em campo, o atacante já fez um gol. Existe a avaliação no clube de que uma contusão no púbis, tratada logo em sua chegada à Academia, atrasou a trajetória de Arthur no alviverde.

O volante Matheus Fernandes, de 20 anos, contratado junto ao Botafogo, também está na lista dos que a diretoria considera como sendo forjados. Neste caso, especificamente para cobrir uma eventual saída de Bruno Henrique. Matheus passou por um intenso trabalho de reforço muscular. O meio-campista não foi nem inscrito no Campeonato Paulista. Nesse ponto, entra em campo outro argumento palmeirense: o limite de 26 atletas profissionais inscritos por clube no Estadual. No Brasileirão, esse número subirá para 40. Por isso e pelo fato de ser um campeonato mais longo a expectativa é de que todos tenham mais oportunidades.

Dentro do planejamento para este começo de temporada, a comissão técnica sente falta de Carlos Eduardo, que foi contratado para de cara ser mais aproveitado. O clube gastou cerca de R$ 25 milhões para tirá-lo do Pyramidis, do Egito, por entender, que não tinha nenhum atacante rápido como ele. Porém, o jogador não foi bem no começo e acabou retirado da lista do Paulista depois de machucar o tornozelo. A análise é de que sua velocidade fez falta na derrota por 1 a 0 para o San Lorenzo, na última terça, pela Libertadores, na Argentina. No clube, há quem aponte que ele sentiu emocionalmente o peso do clássico contra o Corinthians, pela primeira fase, e que por isso não foi bem. Seria um dos sintomas de que o atacante de 22 anos ainda precisa ser lapidado, assim como outros de seus novos companheiros em busca de afirmação no Palmeiras.

 

 

Opinião: as 10 melhores contratações no Brasil para 2019

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O ranking leva em conta as contratações confirmadas oficialmente pelos clubes até as 8h deste sábado (19). Confira abaixo.

1 – De Arrascaeta – Flamengo

O reforço da Gávea é o que existia de melhor no mercado para quem buscava um organizador. Com seis assistências no último Brasileirão, ele ficou atrás apenas de Dudu (11) e Ricardo Oliveira (7) nesse quesito de acordo com o site Footstats. Dono de dribles certeiros e belos gols, deverá dar outra pegada para o Flamengo. Com 24 anos, ainda tem potencial de revenda para fazer com que o clube recupere o alto investimento feito nele.

2 – Gabriel Barbosa – Flamengo

O fato de ter sido artilheiro do Brasileirão de 2018 com 18 gols justifica a posição de Gabigol na lista. A contratação só não é melhor porque foi por empréstimo.

3 – Pablo – São Paulo

Com 26 anos, ex-atacante do Athlético-PR era a melhor alternativa depois de Gabigol em termos de goleadores. Ele marcou 12 gols no Brasileirão, um a menos em relação a Ricardo Oliveira e a mesma marca de Diego Souza. Por ser mais jovem do que a dupla de veteranos, é uma escolha mais interessante na opinião deste blogueiro.

4 – Hernanes – São Paulo

A contratação do volante merece destaque não só pela técnica e poder de liderança do jogador, mas também por sua afinidade com o clube. Em outra equipe, sem a mesma facilidade de adaptação, talvez as chances de sucesso não fossem tão grandes.

5 – Ricardo Goulart – Palmeiras

Apesar de estar se recuperando de lesão, o reforço palmeirense ostenta bons números na China. Versátil, ele dá boas alternativas para Felipão, como jogar dentro e fora da área. O entrosamento dele com o treinador torna a negociação melhor ainda.

6 – Zé Rafael – Palmeiras

O meia chamou a atenção de vários dos principais clubes brasileiros pela boa temporada que fez vestindo a camisa do Bahia. O fato de ter ido para um time já bem estruturado, montado, deve facilitar a  adaptação e ajudar em seu desenvolvimento.

7 – Ramiro – Corinthians

Versátil, já que pode jogar como volante, meia e ponta, e com boa qualidade nos passes, o ex-gremista se encaixa perfeitamente no estilo de jogo de Fábio Carille.

8 – Arthur Cabral – Palmeiras

Destaque do Ceará no ano passado, é excelente aposta para quem está disposto a lapidar um jovem atacante. Será útil no esquema de rodízio de jogadores a ser armado por Felipão e ao mesmo tempo terá a chance de evoluir atuando ao lado de companheiros técnicos.

9 – Felipe Vizeu – Grêmio

Boa aposta para o ataque. Só não é melhor por se tratar de empréstimo. Ou seja, é uma solução temporária.

10 – Réver – Atlético-MG

Capitão na conquista do título da Libertadores de 2013, pelo Galo, ainda é capaz de dar segurança à zaga. Boa opção quando a procura é por um zagueiro experiente.

Informação de negociação do Corinthians por Zé Rafael fez Palmeiras agir

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Enquanto negociava o empréstimo de Allione para o Bahia, o Palmeiras teve a informação de que Corinthians e Cruzeiro negociavam a contratação de Zé Rafael. Então, o clube paulista exigiu o direito de igualar propostas que apareçam pelo meia. Assim, a medida neste momento foi especialmente endereçada aos dois rivais, já que o alviverde viu o risco real de um deles ficar com o promissor atleta.

Como mostrou o blog do PVC, o Palmeiras acredita que bloqueou o mercado em relação a Zé Rafael. Até 2019, o Bahia precisa informar se receber propostas por ele. Então, o alviverde pode ficar com o atleta pelo mesmo preço.

A avaliação da diretoria palmeirense é a de que não há espaço para o meia no elenco agora. Se o Bahia aceitar agora vender o jogador para outro time por um preço que o alviverde julgue interessante, existe a possibilidade de comprar e deixar o atleta por mais alguns meses em sua equipe atual.

A direção do atual vice-campeão brasileiro comemora não só o fato de dificultar o caminho para seus rivais se reforçarem. Celebra também o que entende ser uma demonstração de planejamento para o futuro. Com a prioridade, o clube se mantém no páreo pelo jogador até o final do ano que vem. Nesse período, pode perder um de seus meias. Nesse caso, Zé Rafael desponta com um possível sucessor.

A manobra é também um recado dos palmeirenses ao mercado. Um aviso de quanto o clube está disposto a ser agressivo em relação à concorrência.