Arquivo da categoria: Zinho

Terceira e doída quebra da nau vascaína

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Vasco acreditava em milagre – e só uma intervenção divina salvaria. O time foi para a última rodada do Brasileiro sem depender de suas próprias forças. Precisava ganhar do Coritiba e ainda torcer por tropeços de Avaí e Figueirense. Só assim para se salvar.

Não deu certo. O Figueirense ganhou do Fluminense, o Avaí empatou com o Corinthians e o Vasco não saiu do 0 a 0 em Curitiba. Quer dizer, mesmo se os outros dois tropeçassem, a turma de Jorginho não fez a parte dela. E veio a terceira queda para a Série B.

Rebaixamento cantado, desde o primeiro turno. A campanha horrorosa (13 pontos), as trocas de técnico e a intranquilidade indicavam que a Segundona viria à tona outra vez. Houve reação espetacular e digna, com a chegada da dupla Jorginho/Zinho, mas insuficiente para evitar o pior.

A nova etapa de amargura não é de agora. O Vasco faz tempo entrou no limbo do futebol. Uma história centenária, bonita e popular vem sendo depredada há muito por administrações equivocadas, ultrapassadas, atrapalhadas. Começou no longo reinado de Eurico Miranda, continuou no breve período de Roberto Dinamite e voltou a dar o ar da desgraça com a ressurreição de Eurico.

O presidente atual é tudo o que o futebol não aceita mais: o personalismo no comando, o caudilho, o senhor absoluto, o dono. Não há mais lugar para o estilo Rei Sol, o homem que se confunde com a instituição. Eurico não é Vasco! O Vasco não é de Eurico! O Vasco é maior do que Eurico e qualquer outro cartola!

Isso que o torcedor tem de botar na cabeça de uma vez por todas. Chega de salvador da pátria, basta com os homens fortes, um bico nos todo-poderosos, que saiam de cena os autoritários. O futebol, o Vasco, assim como a vida, precisam de modernização, transparência, democracia. Profissionalismo.

O Vasco não caiu porque “os deuses do futebol quiseram”. Isso é besteira. O Vasco caiu porque a mentalidade que o guia caiu faz tempo, precisa ser enterrada e ainda não se deu conta disso.

Rodada para fazer o Vasco sonhar

Leia o post original por Antero Greco

A rodada foi espetacular para o Vasco. Primeiro, por méritos próprios, como o desempenho na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, em São Paulo. Em segundo lugar, e não menos importante, pelos tropeços de equipes que estão na briga para fugir da degola. Exceto a Chapecoense (praticamente fora de perigo), os demais pisaram na bola e mantiveram aberta a composição do Z-4.

O Coritiba perdeu para o Corinthians por 2 a 1, no sábado, e com 34 pontos está em 18.º lugar. Também no sábado, o Avaí caiu pelo mesmo resultado na visita ao Atlético-PR; com 35 é o primeiro fora da turma do descenso. Neste domingo, o Figueirense não aguentou o Atlético-MG (1 a 0, em Florianópolis), tem 36 pontos e também vê de perto o fantasma da Série B. O Goiás levou surra de 4 a 1 do Flamengo, no Maracanã, não saiu dos 34 pontos e está em 17.º. O Joinville segura a lanterna, com 31 pontos, depois do empate por 0 a 0 com o Santos.

O Vasco foi a 33 pontos, ainda é o penúltimo colocado, mas pode sonhar por causa do futebol que tem mostrado. A reação é de quem está a caminho de salvar-se. Vários jogadores que andavam em baixa, ressurgiram sob o comando da dupla Jorginho/Zinho e têm sido fundamentais nesta fase. A defesa se ajustou, o meio cresceu com a turma do diminutivo (Diguinho, Andrezinho, Serginho), Nenê tem sido imprescindível pelos passes e pelos gols. Até Riascos se recuperou.

Há esperança para o Vasco, e cada vez mais. Faltam quatro etapas de espera. A ansiedade é normal; mas melhor isso do que o desespero da virada do turno, quando tudo parecia perdido.

O São Paulo goleou o Vasco. E daí?

Leia o post original por Quartarollo

O São Paulo está nas semifinais da Copa do Brasil.

Goleou o Vasco da Gama, 3 x 0, gols de Alexandre Pato (2) e Luís Fabiano, no Morumbi.

Não fez mais que a obrigação. Ganhar do Vasco hoje em dia só não consegue quem não quer e o São Paulo quis e precisava de um bom resultado para animar um pouco sua imensa e desconfiada torcida.

Já ouvi que Osório desta vez acertou a mão e colocou o melhor time tricolor em campo sem pensar em rodízio, mas para domingo contra o Palmeiras a situação é outra, o rodízio deve voltar porque a prioridade agora é a Copa do Brasil ou porque não dizer se classificar para a Libertadores-2015.

Acho tudo isso uma grande bobagem. Osório deveria colocar em campo sempre o melhor time até porque também chegará ao G-4 se vencer o Palmeiras.

Ganhar do Vasco pode ser enganoso como foi no primeiro turno do Brasileiro quando em Brasília, no Mané Garrincha, fez 4 x 0 e tomou sufoco com o sofrível Riascos perdendo três gols feitos.

Ontem antes de tomar o terceiro gol, com uma mudança apenas Jorginho começou a sufocar o São Paulo também.

O gol de Luís Fabiano depois de bela jogada do colombiano Wilder Guizao acalmou o tricolor.

Os “Osoristas” já estão vendo detalhes notáveis nessa vitória sãopaulina contra um dos piores times do Brasil na atualidade e um dos piores Vascos da história.

O simpático time da cruz de malta está condenado no Campeonato Brasileiro e deve cair.

Dificilmente escapa. Até torço para que aconteça por causa de Jorginho e também Zinho, que é seu gerente e auxiliar direto, um cara vencedor e boa gente.

Mas para escapar o Vasco terá que ganhar mais 23 pontos em apenas 11 rodadas.

Muita coisa para um time que ganhou esse mesmo número de pontos em 27 jogos.

Que a vitória do São Paulo foi importante e coloca o time nas semifinais da Copa do Brasil, um caminho mais curto para a Libertadores, não se discute, mas que o adversário é muito ruim também não.

Não foi preciso nenhum esquema mirabolante para ganhar do Vasco e talvez não seja mesmo necessário nada disso para ganhar jogos.

O futebol é muito simples, mas sempre aparecem alguns intelectuais com termos novos tentando mostrar sabedoria complicando o que é fácil.

Ah, Osório voltou a deixar no ar após o jogo que talvez não fique até o fim do ano.

Não é a primeira vez que usa essa espécie de “chantagem” infantil para se valorizar.

Se tem proposta bota na mesa, se não tem toca o barco em frente. Se não está satisfeito pede para sair.

O São Paulo é muito maior que os técnicos e os dirigentes que por lá passam e outros que já passaram.

A boa coisa desses passantes é ajudar o clube a crescer cada vez mais e fazer uma história cada vez mais linda.

Mas alguns passam como vento de fim de tarde. Sempre tem um igual no dia seguinte.

 

Valdivia, o verdadeiro ídolo de barro

Leia o post original por Quartarollo

Palmeiras conseguiu vencer depois de tomar uma goleada histórica do Goiás no fim de semana. Pelo menos se recuperou em parte. Já não era sem tempo. Bateu o Vitória, da Bahia, 2 x 0, que chegou à São Paulo com … Continuar lendo

Os deuses do futebol devem estar putos

Leia o post original por Odir Cunha

ratos

Os povos antigos achavam que os grandes infortúnios vividos por um povo eram consequência da ira dos deuses. Pois bem. O pedido de licença de um ano do presidente Luis Álvaro, a contusão do vice Odílio Rodrigues, a contratação de Zinho como gerente de futebol e a chegada anunciada do veterano Renato Abreu nos leva a crer que os deuses do futebol estão muito contrariados com o Santos.

Sem comando, sem qualquer planejamento e apelando para fórmulas gastas que já se revelaram altamente prejudiciais em outros clubes, o Santos é uma nau à deriva – e isso apenas um ano depois de ser considerado o melhor time do País. Quais as causas de uma mudança tão brusca?

Bem, o tal comitê gestor não tinha nada de incluir jogos contra o Barcelona na nebulosa venda de Neymar e o presidente santista jamais deveria transformar um importante confronto contra o melhor time do mundo, a ser transmitido para 40 países, em uma luxuosa viagem turística para a família. Isso certamente mexeu com os nervos dos deuses.

Depois a direção do clube permitiu que um jogador do elenco trouxesse patrocínio para o clube, em uma ação amadora e antiética. Como se pode pedir isenção do técnico se o seu salário é pago pelo dinheiro que seu zagueiro conseguiu? E como esse pobre técnico interino poderá escalar o time livremente, se o jogador com mais títulos depois da era Pelé decide que não jogará mais como lateral e quer disputar posição com a garotada no meio de campo?

Outra coisa que deve ter tirado muito deus do sério é a gradual ingratidão do técnico com os Meninos da Vila que são os responsáveis por sua carreira. Ninguém quer que se coloque em campo, nesse difícil Campeonato Brasileiro, um time só de Meninos. Mas entre um veterano decadente e um Menino em fase de amadurecimento, que se dê oportunidade ao mais jovem e promissor.

Um time com maioria de Meninos vai perder? Ora, que perca primeiro antes de os garotos serem encostados. O que não dá para entender é marginalizá-los depois de terem conseguido a última vitória do Santos, e fora de casa, sobre o Crac.

E quem, diante de tantas opções entre os lendários craques do passado de ouro do Santos, pode explicar a contratação de Zinho? O presidentezinho? O técnicozinho? Ou o próprio gerentezinho? Ou ainda o torcedorzinho, que não deve ficar de fora desse castigo dos céus. Como o time pode se reerguer com públicos tão diminutos que fariam vergonha ao Juventude, ao Chapecoense ou ao Criciúma?

Sim, há motivos mais do que suficientes para um castigo divino. Torçamos para que este castigo não inclua, pela primeira vez na vida do Glorioso Alvinegro Praiano, a disputa de uma segunda divisão.

Para quem quiser, minha coluna de sexta-feira no jornal Metro de Santos:

http://jornalmetro.com.br/nacional/esporte/pensao-da-dona-georgina-10865

E pra você, que mais o Santos tem feito pra merecer castigo?

Zinho acerta ao apoiar Claudinei no Santos

Leia o post original por Antero Greco

Não sei se é apenas discurso diplomático de quem acaba de chegar. Mas gostei da postura de Zinho, novo gerente de futebol do Santos, ao afirmar que Claudinei Oliveira é o técnico efetivo da equipe e não o interino. Dessa maneira, o novo cartela trata de tirar sombras em torno do aproveitamento do treinador que substituiu Muricy Ramalho. Vamos ver até onde Zinho tem autonomia para bancar o que disse.

O argumento de Zinho, para evitar qualquer polêmica, é simples e óbvio: “Se foi colocado nessa função, é porque tem competência.” Evidentemente que esse meio é cheio de filigranas e tudo muda de uma hora pra outra. Não cravaria que Claudinei pode, a partir de agora, dormir sossegado e com a certeza da permanência pelo menos até o final do ano. Porém, o apoio em público já é um bom sinal.

Uma das situações mais desagradáveis do futebol é a condição de interino. Soa sempre como quebra-galhos, tapa-buracos para alguém da casa chamado para apagar incêndio e segurar a vaga até a contratação de um figurão. Mesmo que obtenha uma série de vitórias, raramente vai além do mandato-tampão. E dificilmente se firma.

Não sei, mesmo, se Claudinei entrará para a restrita galeria dos provisórios que convencem os dirigentes a dar-lhe, como promoção, o cargo de chefe de comissão técnica. Daqui a pouco pode ocorrer a mudança. Ultimamente, no entanto, tem mostrado personalidade, dá declarações que saem do lugar-comum.

Assim é bom; não precisa ser cordeirinho para manter o emprego a qualquer custo.

Zinho está indo buscar melhora ou apagar incêndio?

Leia o post original por Neto

Ex-jogador foi cartola do Flamengo na última temporada

Em meio a uma turbulência sem precedentes a diretoria do Santos acabou de confirmar o ex-meia Zinho, tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 94, como novo gerente de futebol do clube. Ele assume a função de Nei Pandolfo, demitido pelo tal Comitê Gestor do Peixe. Não vou nem questionar essa decisão. Até porque esse mesmo Comitê também teve duas pessoas demitidas. O que gostaria de saber é o seguinte: será que as coisas vão mudar tão radicalmente a partir de agora?

Com toda sinceridade acho que não. O Zinho é um excelente profissional, traz a experiência do Flamengo e manja de bola mais que todo mundo na Vila Belmiro. Mas sem respaldo total ele não vai conseguir fazer nada. Digo isso porque conheço essa cartolagem. Todos calçam 40. Muitas vezes contratam um figurão do futebol simplesmente para desviar o foco da pressão. Ou seja, joga a responsa pra cima do cara que ele se vira. Nesse caso não é bem assim!

A verdade é que a turma do Laor pode estar dando um tiro no pé contratando o Zinho. Afinal ele é um cara de personalidade e que se não for bem ‘assistido’ poderá colocar de vez uma pedra nessa atual diretoria (que já coleciona um descrédito monstro diante da torcida). Apagar incêndio puro e simplesmente não é o perfil dele. Portanto vou esperar pra ver o que vai acontecer. Só desejo sucesso ao meu parceiro nessa função!

Bandeira pode marcar “dois golaços” para o Mengo

Leia o post original por Mion

Em apenas cinco meses Dorival deu uma nova cara ao time limitado do Fla. Tirou do risco de rebaixamento e classificou para a Sul-Americana.

A política no Brasil tem como essência a rivalidade cega e inconseqüente. Oposição significa ser contra tudo o que o grupo da situação fizer, nem que sejam coisas boas. O importante é atrapalhar para conquistar o poder. Isso vale para a política como um todo no país. No futebol não é diferente. Logo que assume o clube o novo presidente desfaz tudo aquilo que antecessor realizou.

 Na quarta-feira o noticiário do Flamego girava em torno da confirmação da continuidade de Dorival Júnior e Zinho. Já ontem a situação não era bem assim. Ao confirmar a continuidade de Dorival Júnior no comando técnico e de Zinho como diretor executivo, em seu primeiro ato, o novo presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira parecia demonstrar pertencer a uma nova geração política, reconhecendo os acertos do antecessor e buscar novos rumos sem desperdiçar o que ficou de bom. Agora tem que esperar a palavra final, acredito que ainda prevalecerá o bom senso.

Dorival realizou um ótimo trabalho na Gávea, em apenas cinco meses de trabalho deu padrão de jogo e a equipe conseguiu ajustar os três setores, defesa (principalmente), meia-cancha e ataque, apesar da limitação técnica do elenco. Além disso é reconhecidamente um treinador trabalhador, dedicado e honesto. Enfim, competente e excelente profissional. Por que mudar? O mesmo se aplica a Zinho, além de ter uma história fantástica no clube. Nasceu no clube: é coerente, equilibrado e sabe conduzir os bastidores do elenco.

A partir de agora vem o grande desafio de Bandeira e do novo grupo que assumiu: reformular o elenco e manter as finanças equilibradas. Não precisa ser um grande estudioso para compreender que no mínimo seis jogadores de qualidade, entre eles pelo menos dois diferenciados devem ser contratados.  Se a nova diretoria confirmar mesmo a continuidade da dupla Dorival e Zinho começará marcando dois golaços, vamos ver se na sequência consegue vencer de goleada o desafio de recuperar o Flamengo.

Os verdadeiros inimigos do Palmeiras

Leia o post original por Quartarollo

Felipão durante primeiro treino à frente do Palmeiras após dez anos

Felipão durante primeiro treino à frente do Palmeiras após dez anosO Palmeiras coleciona mais fracassos que glórias há muito tempo. Foi uma década perdida. Não fosse a conquista da Copa do Brasil, este seria o ano mais perdido da sua história juntamente com o de 2002 quando também caiu para … Continuar lendo


O fim de um império

Leia o post original por Neto

Adriano foi o ‘Imperador’ da Inter de Milão

O que dizer de um cara que não joga bola há três anos e só quer saber de gastar dinheiro e curtir noitadas? Pois é, pra piorar o Adriano não treinava desde o dia 23 de outubro. É brincadeira? Era difícil de acreditar que a diretoria do Flamengo conseguiria dar mais um voto de confiança para um cara como esse. Ainda mais tendo como diretor o Zinho, que sempre foi extremamente profissional. Mas o fim chegou. Como esperado. O cartola confirmou o rompimento do contrato entre o clube e o jogador (pra falar a verdade, ex-jogador).

Apesar de intenso, o império de Adriano durou muito pouco. Se contar quando começou a jogar no Flamengo, no início dos aos 2000, até o fim da Copa da Alemanha em 2006, foram apenas seis temporadas de futebol de craque. De centroavante indiscutível! A partir daí começou a alternar bons e maus momentos. Com destaque para os seis meses que atuou pelo São Paulo em 2008 e a campanha do título do Brasileirão de 2009 em seu retorno ao Mengão.

A verdade é que a cabeça ruim deteriorou o jogador brilhante. Impulsionado, claro, pelos problemas com bebidas e as más companhias. Ele acha que será feliz ao lado dos amigos do morro e pouco dinheiro. Espero que Deus o ajude. Mas certamente esse foi um caso clássico de um fim melancólico de um sujeito que tinha tudo para ser gênio da bola.